O objetivo da reunião “Gênero, Trabalho e Sindicalismo” foi construir uma agenda conjunta para o fortalecimento institucional e das políticas públicas de promoção de igualdade de gênero e raça no mundo do trabalho
Brasília (Brasil) - No dia 26 de fevereiro, a gerente do Programa Gênero, Raça e Etnia e Pobreza do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Ana Carolina Querino, participou do evento “Gênero, Trabalho e Sindicalismo”, realizado em São Paulo. O evento foi organizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). O encontro teve como finalidade a construção uma agenda conjunta para o fortalecimento institucional e das políticas públicas de promoção de igualdade de gênero e raça no mundo do trabalho entre governo, centrais sindicais e a OIT. Neste encontro também foi feita uma apresentação sobre a 99ª Conferência Internacional do Trabalho e a agenda de trabalho doméstico nas Nações Unidas.
No evento, a ministra da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Nilcéia Freire, apresentou uma palestra sobre gênero, trabalho e sindicalismo. Nilcéia disse que uma das prioridades da Secretaria é a promoção do acesso das mulheres ao mercado de trabalho, fato explicitado no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Em termos de ações concretas, a ministra considerou a importância de iniciativas como a Lei de Igualdade no Mundo do Trabalho, que está tramitando no Congresso, e a discussão em torno da ratificação da Convenção 156 da OIT. Na outra metade do evento, o especialista de normas da OIT e a Coordenadora Nacional do Programa de Promoção de Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho da OIT apresentaram considerações sobre a Conferência Internacional do Trabalho e a agenda de trabalho doméstico.
De acordo com Ana Carolina, o resultado esperado era sensibilizar, informar e comprometer as principais centrais sindicais do país no tema equidade de gênero e, em gera, fazer um breve informe sobre a 99ª Conferencia Internacional do Trabalho e a agenda do trabalho doméstico. “As representantes das centrais foram muito receptivas e propuseram um encontro da bancada dos trabalhadores para se organizarem melhor com relação ao tema”, disse.