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15.07.10 ONU Mulheres é tema de reunião do UNIFEM com lideranças de mulheres e feministas da América Latina e Caribe
(15/07/2010 - 13:44)

Encontro foi solicitado por lideranças dos movimentos de mulheres e feministas da América Latina e Caribe

Brasília (Brasil) - Mais informação, participação e transparência sobre o processo de estruturação da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres. Essas foram as demandas de lideranças feministas e do movimento de mulheres da América Latina e Caribe ao UNIFEM, prontamente atendida pelo UNIFEM. Em reunião realizada ontem (14/7), a equipe do UNIFEM participante da 11ª Conferência Regional da Mulher da América Latina e Caribe reuniu-se com cerca de 40 ativistas da sociedade civil.
 
Pela equipe do UNIFEM, o encontro teve as presenças de Carolina Taborga; da equipe do UNIFEM para América Latina e Caribe; Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul; Ana Guezmes, representante do UNIFEM México e América Central; Lucia Salamea, representante do UNIFEM Região Andina; Nadine Gasman, coordenadora da campanha do Secretário-Geral “Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.
 

Mulheres da América Latina e Caribe participam de reunião do UNIFEM sobre ONU Mulheres
 
Pela equipe do UNIFEM, o encontro teve as presenças de Carolina Taborga; da equipe do UNIFEM para América Latina e Caribe; Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul; Ana Guelpes, representante do UNIFEM México e América Central; Lucia Salamea, representante do UNIFEM Região Andina; Nadine Gasman, coordenadora da campanha do Secretário-Geral “Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.
 
A reunião foi uma oportunidade das mulheres da América Latina e Caribe conhecerem o projeto de criação da ONU Mulheres e os marcos do período de transição. A rodada de conversa foi aberta pela representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares. “Este é um momento estratégico, em que mulheres de diferentes segmentos têm de ser incluídas no debate da ONU Mulheres, que vai trabalhar pelos direitos das mulheres e meninas de todo o mundo”.

Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, tirou dúvidas pontuais de ativistas após o término da reunião

A reunião foi uma oportunidade das mulheres da América Latina e Caribe conhecerem o projeto de criação da ONU Mulheres e os marcos do período de transição. A rodada de conversa foi aberta pela representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares. “Este é um momento estratégico, em que mulheres de diferentes segmentos têm de ser incluídas no debate da ONU Mulheres, que vai trabalhar pelos direitos das mulheres e meninas de todo o mundo”.
 
“Seguimos igual, trabalhando igual. Temos um plano estratégico até 2013, aprovado pelo corpo diretivo do UNIFEM, PNUD e UNFPA. Da mesma forma, temos uma estratégia subrregional também estabelecida e em fase de cumprimento. Isso se aplica aos contratos, convênios e programas”, explicou Lucia Salamea, representante do UNIFEM Região Andina.
 
Estrutura da ONU Mulheres
No começo da conversa, as representantes explicaram que o projeto da ONU Mulheres está sendo tratado por um junta executiva, formada por países-membros da ONU: 10 africanos, 10 asiáticos, 6 latino-americanos, 6 europeus e 6 países-financiadores. Elas destacaram que neste momento o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, está recebendo sugestões de nomes dos países e que a mobilização das mulheres é fundamental na estruturação da ONU Mulheres. A nomeação da Subsecretária Geral da ONU Mulheres é prevista para o mês de setembro.
 
As mulheres demonstram o interesse de que a Subsecretária Geral seja latino-americana, para elevar a voz da região nas altas esferas das Nações Unidas. Também falaram da preocupação com os recursos de 500 milhões de dólares, por compreenderem os grandes desafios em favor da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres no mundo. Disseram que é preciso que os países aloquem mais contribuições voluntárias e financiamentos para compor um orçamento mais robusto e que possa alavancar a igualdade de gênero.

Rodada de conversa teve ampla participação de mulheres de diferentes segmentos
 
 

Beatriz Quintero, da Colômbia, ressaltou que a Subsecretária da ONU Mulheres deve ter influência nos movimentos feminista e de mulheres. Para Sónia Castañera, o momento atual é de recuo das fontes de financiamento da cooperação internacional, o que traz novos desafios para a ONU Mulheres. Jurema Werneck, do Brasil, salientou o compromisso que a Subsecretária Geral deve ter com temas estratégicos para as mulheres. “Não basta somente o interesse de que tenhamos um nome da América Latina. ONU Mulheres deve ter um compromisso com as mulheres negras e indígenas. Necessitamos de ações afirmativas dentro da ONU”, disse a ativista negra brasileira. As mulheres indígenas reivindicaram uma área ou um departamento específico da ONU Mulheres para a questão indígena, a fim de impulsionar mais atenção às suas especifidades.
 
Carolina Taborga, da Unidade do UNIFEM para América Latina e Caribe, destacou que ONU Mulheres é uma agência híbrida e nova. Lembrou que o aprendizado do mandato do UNIFEM vai agregar e que é essencial a participação da sociedade civil neste processo de estruturação da ONU Mulheres.


 
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