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07.03.11 Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, por ocasião do Dia Internacional da Mulher
(07/03/2011 - 12:53)

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
 por ocasião do Dia Internacional da Mulher
 
Há um século, quando o mundo comemorou pela primeira vez o Dia Internacional da Mulher, a igualdade entre os gêneros e o empoderamento da mulheres eram ideias bastante radicais. Neste centenário celebramos os notáveis progressos deste feito graças à promoção energética destas ideias, a adoção de medidas práticas e a formulação de políticas progressistas. Apesar disso, são inúmeros os países e sociedades em que a mulher continua sendo cidadã de segunda classe.

Embora esteja sendo fechada a brecha de gênero na educação, são muitas as diferenças dentro dos países e entre eles -  e são inúmeras as meninas a que têm negado o acesso aos estudos  -, os que as abandonam antes do tempo ou terminam com poucas atitudes e menos oportunidades. As mulheres e as meninas também continuam sofrendo uma discriminação e violência inaceitáveis, muitas delas pelas mãos de seus companheiros ou familiares. No lar ou na escola, no local do trabalho ou no seio da sua comunidade, ser mulher significa muitas vezes ser vulnerável. E, em muitas zonas de conflito, a violência sexual é usada de forma deliberada e sistemática para intimidar as mulheres e comunidades inteiras.

Minha campanha “Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”, junto com sua rede de homens líderes, está se esforçando para colocar fim à impunidade e mudar as ideiais. Também está aumentando a determinação internacional de penalizar e previnir as agressões sexuais durante os conflitos e de promover a aplicação da resolução 1325 (2005) do Conselho de Segurança sobre a Mulher, a Paz e a Segurança, que destaca a importância de promover a participação da mulher em todos os aspectos da manutenção e da consolidação da paz.

Outro aspecto em que é urgente fazer progressos consideráveis é o da saúde das mulheres e das crianças. Na Cumbre sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, realizada em setembro de 2010, foi reconhecida a importância crucial desta questão, e os Estados Membros e a comunidade de financiadores promoteram apoiar firmemente a minha estratégia global para salvar vidas e melhorar a saúde das mulheres e das crianças nos próximos quatro anos.

Quanto à tomada de decisões, um maior número de mulheres num maior número de países está ocupando assentos nos parlamentos. Entretanto, menos de 10% dos países têm chefas de Estado ou governo. Nos países em que as mulheres ocupam cargos de destaque na vida política, as mulheres estão pouco representandas nos outros âmbitos da tomada de decisões, especialmente nos cargos mais altos do mundo empresarial e industrial. Uma iniciativa recente das Nações Unidas, os Princípios de Empoderamento das Mulheres, adotada por mais de 130 empresas, tenta corrigir este desequilíbrio.

As atividades do Dia Internacional da Mulher deste ano estão centradas na igualdade de acesso à educação, à formação e à ciência e tecnologia. Os telefones celulares e a internet, por exemplo, podem ajudar as mulheres a melhorar a saúde e o bem-estar de suas famílias, a aproveitar as oportunidades e a se proteger da exploração e da vulnerabilidade. O acesso a esses meios, com apoio da educação  e da formação, pode ajudar as mulheres a quebrar o ciclo da pobreza, a combater a injustiça e a exercer seus direitos.

Este ano, a criação da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres – ONU Mulheres demonstra nossa intenção de aprofundar este programa. Somente quando as mulheres participarem plenamento e em pé de igualdade de todos os setores da vida pública e privada poderemos esperar em ter uma sociedade sustentável, pacífica e justa como estabelece a Carta das Nações Unidas.


  Sitio publicado em 06/06/2006