Assumida pelo governo brasileiro, por meio da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), a mobilização no Brasil focalizou os homens e arrecadou mais de 40 mil assinaturas
Brasília (Brasil) - Aconteceu, na semana passada em Brasília, a oficina brasileira da Campanha do Secretário Geral “Unir-se pelo fim da Violência Contra as Mulheres”. O encontro foi organizado pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul e UNFPA Brasil e reuniu representantes do governo brasileiro, sociedade civil e agências das Nações Unidas.
“Essa oficina está acontecendo em diversos países e faz parte do esforço regional das Nações Unidas de incluir outros setores da sociedade na campanha liderada pelo Secretário-Geral da ONU pelo fim da violência contra as mulheres”, ressaltou Diana Monge, ponto focal da campanha no UNIFEM.
Na sua saudação, o representante do UNFPA, Harold Robinson Davis, considerou que essas iniciativas devem ser “divulgadas em todo o país e ampliadas”. Para Rebecca Reichmann Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, o fim da violência contra as mulheres exige o engajamento de toda a sociedade.
Assumida pelo governo brasileiro, por meio da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), a mobilização no Brasil focalizou os homens e arrecadou mais de 40 mil assinaturas no site Homens Unidos pelo Fim da Violência contra a Mulher.
O resultado foi obtido através da adesão de homens líderes – como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, governadores, parlamentares, jogadores de futebol, dirigentes de entidades, entre outros -, que assumiram publicamente o compromisso para o fim da violência contra as mulheres. “Para além das assinaturas, ministros e governadores se comprometeram politicamente com a adesão ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher”, registrou Ane Cruz, gerente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SPM, ao destacar a liderança das mulheres na campanha.
A oficina recomendou que a segunda fase da campanha no Brasil enfoque o público masculino jovem e intensifique ações de educomunicação com grupos específicos, tais como educadores, comunicadores e jornalistas. “Temos de lembrar que todos estamos vulneráveis à violência. Não podemos perder de vista que não basta responsabilizar o sujeito a não praticar violência, mas em poder viver em contextos de não violência”, apontou Lúcia Xavier, da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras.
O encontro teve a participação do UNIFEM, UNFPA, UNESCO, UNODC, SPM, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, Pró-Mundo e Instituto Papai.