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24.08.09 Trabalhadoras domésticas intensificam mobilização nas Américas para convenção internacional
(24/08/2009 - 10:25)

Com organização sindical há mais de 70 anos, as domésticas até hoje convivem com problemas como a informalidade, o trabalho infantil e a exploração sexual
 
Com Agência Brasil

Brasília (Brasil) - A criação de um instrumento internacional para a regulamentação do trabalho doméstico foi a principal discussão da Oficina Nacional das Trabalhadoras Domésticas: Construindo o Trabalho Decente, realizada entre os dias 21 e 23 de agosto, em Brasília.
 
Apesar de se tratar de um encontro nacional, o UNIFEM assegurou a participação de trabalhadoras da Bolívia, Guatemala e Paraguai em todo o processo de debate e reflexão para preenchimento de questionário com 63 pontos sobre a profissão. O documento foi encaminhado para a comissão organizadora da 99ª Conferência Internacional do Trabalho.
 
Com organização sindical há mais de 70 anos, as domésticas até hoje convivem com problemas como a informalidade, o trabalho infantil e a exploração sexual.  A estimativa é de que a exploração de mão de obra infantil na profissão, chegue a 470 mil crianças e adolescentes em todo o Brasil. Além disso, o não reconhecimento profissional da categoria retira o acesso das domésticas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a benefícios previdenciários como o pago em caso de acidente de trabalho.
 
“Se tivéssemos os sindicatos reconhecidos, a gente estaria direto em Brasília para pressionar os parlamentares a votarem os projetos que estão parados no Congresso por falta de vontade política”, disse Creuza Oliveira, presidente da Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas). 
 
O encontro contou com o apoio técnico e político do UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio  do Programa Gênero, Raça e Etnia, da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e do CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria).



  Sitio publicado em 06/06/2006