Informativo Dezembro 2009 Envie esse conteúdo para o email de um amigo Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior

Caso não consiga visualizar este boletim corretamente, por favor, clique aqui.
Notas

Desenvolvimento e proteção social
No dia 11 de dezembro, Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa Gênero, Raça e Etnia, participou do Seminário Internacional Sistemas de Proteção Social: desafios no contexto latino-americano – evento promovido pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), em Brasília. Ela participou do painel que tratava da identificação e mensuração de grupos vulneráveis específicos. Em sua exposição, Maria Inês fez um panorama das políticas públicas e seu impacto na vida de homens e mulheres negras e brancas, com base no estudo Retratos da Desigualdade de Gênero e Raça. Saiba mais

Concurso de ensaios
O concurso de ensaios de pesquisa “A Luta contra o Racismo pelas Mulheres da America Latina e do Caribe”, promovido pelo Programa Gênero, Raça e Etnia, prorrogou o prazo de recebimento de textos até o dia 28 de janeiro de 2010. Até o momento, a comissão organizadora registrou o recebimento de 15 textos de diferentes países. Após o encerramento das inscrições, os textos serão avaliados por júri composto pelos escritórios do UNIFEM Cone Sul e Região Andina até o dia 20 de fevereiro deste ano. Convocamos as pessoas que não puderam enviar seus ensaios dentro do prazo inicial, para que enviem até 28 de janeiro ao seguinte endereço: UNIFEM / Bolívia. Calle 14 de Calacoto Esq. Sánchez Bustamante Edificio METROBOL II NACIONES UNIDAS 5to Piso. La Paz – Bolívia. Informações: mailto:%20ximenamachicao@gmail.com

Afrocenso 2010 I
No início do mês de dezembro, o Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos 2010 realizou uma reunião com a Gladys Acosta, diretoria regional do UNIFEM para América Latina e o Caribe, e Rebeca Grynspan, diretora regional para América Latina e o Caribe do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em Nova York. No encontro, o Programa Gênero, Raça, Etnia reafirmou o apoio à agenda política do Grupo de Afrodescendentes, que pretende impulsionar estratégias de incidência na Rodada de Censos da América Latina e do Caribe (2010) para obter dados oficiais, reais, que permitam que os e as afrodescendentes tenham visibilidade quantitativa e qualitativa, levando em conta que a Conferência Mundial contra o Racismo (Durban, 2001). Por sua vez, o Grupo ressaltou a importância do Programa Gênero, Raça e Etnia para o enfrentamento do racismo, recomendando a ampliação de sua cobertura para outros países da América Latina.

Afrocenso 2010 II
Entre os temas discutidos na reunião com UNIFEM e PNUD, estão a criação de um Observatório da Desigualdade Racial e a realização da I Conferência Regional sobre Afrodescendentes, seminários sobre afrodescendentes e estatísticas e oficina sobre lições aprendidas nas políticas de igualdade de gênero e de igualdade racial. Está prevista para janeiro de 2010 reunião entre o Grupo de Trabalho de Afrodescendentes, o Laeser (Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais da Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e o PNUD para organizar a agenda de debates de 2010.

Redução da mortalidade materna
O Grupo de Trabalho Regional para a Redução da Mortalidade Materna da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) realizou sua segunda reunião em dezembro. Foram discutidas estratégias para que países com maior incidência de mortalidade materna possam fortalecer seus sistemas de saúde para reduzir o número de casos, como prevê a meta 5 dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio). No encontro, o Programa Gênero, Raça e Etnia apresentou recomendações sobre o tema, tais como a adoção do estudo “Desigualdades de Cor ou Raça nos Indicadores de Mortalidade Materna no Brasil: evidências empíricas recentes”, encomendado pelo Programa ao pesquisador Marcelo Paixão, para que este sirva de referência. A análise que apresenta a realidade brasileira pode colaborar para com os demais países membros do Grupo e na elaboração de estratégias de redução dos índices de mortalidade materna.

Luta contra a Discriminação
No Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro, Navi Pillay, alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, refletiu sobre as formas de discriminação e intolerâncias que dividem comunidades e conclamou “todas as pessoas, em todas as partes do mundo, que apoiem a diversidade e acabem com a discriminação”. Para ela, “a discriminação pode assumir muitas formas, dissimuladas ou gritantes, e pode manifestar-se na esfera pública ou privada. Pode surgir como racismo institucionalizado ou como conflitos étnicos ou manifestar-se em episódios de intolerância e rejeição que escapam a qualquer controle”. Clique aqui para ler a mensagem na íntegra.

Artigo

Interculturalidade ou Fundamentalismos?

Por: María Lourdes Zabala Canedo Socióloga Boliviana 

Com base no artigo 192 da Nova Constituição Política do Estado (CPE), o Ministério da Justiça vem trabalhando na proposta de Lei de Deslinde Jurisdicional, que, em sua parte mais saliente, estabelece que as sentenças da justiça, alcançadas pelas autoridades das nações e povos indígenas, originários e camponeses não poderão ser impugnados nem revisados por qualquer outra instancia de apelação, incluindo o Tribunal Constitucional. As decisões que emanarem dessa jurisdição serão de cumprimento obrigatório para as suas populações, e terão o caráter de coisa julgada. Leia o artigo na íntegra

Contatos
Equipes nacionais do Unifem para o Programa Regional Incorporação das Dimensões de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Redução da Pobreza:

Coordenadora Regional do Programa
Maria Inês Barbosa

mailto:isabel.clavelin@unifem.org
http://www.unifem.org.br/

Gerente do Programa
Ana Carolina Querino
unifemconesul@unifem.org
http://www.unifem.org.br/

UNIFEM/Bolivia
Responsável:
Mónica Mendizábal

monica.mendizabal@unifem.org

UNIFEM/Brasil
Responsável:
Danielle Oliveira Valverde

danielle.valverde@unifem.org

UNIFEM/Guatemala
Responsável:
Irma Otzoy

irma.otzoy@unifemca.org

UNIFEM/Paraguay
Responsável:
Moli  Molinas Cabrera

moli.molinas@unifem.org

Responsável pelo Boletim
Ximena Machicao Barbery

ximenamachicao@gmail.com

Co- responsável
Isabel Clavelin

isabel.clavelin@unifem.org

Mara Silva
maras.unifem@gmail.com

Projeto Gráfico
Ribamar Fonseca
(Supernova Design)

Tradução
Dermeval Aires Jr.

Edições anteriores

2009 | 1 | 2 | 3 |

 

 

Editorial

Os desafios de 2010

A Convenção Cedaw (Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher) assinala que a Declaração Universal dos Direitos Humanos reafirma o princípio da não discriminação e proclama que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, e que toda pessoa pode invocar todos os direitos e liberdades proclamados por essa declaração, sem distinção alguma, e como conseqüência, sem distinção de sexo. Do mesmo modo, enfatiza-se que “a eliminação do apartheid, de todas as formas de racismo, de discriminação racial, colonialismo, neo-colonialismo, agressão, ocupação e dominação estrangeiras, e de ingerência nos assuntos internos dos Estados é indispensável ao pleno usufruto dos direitos do homem e da mulher”.

Os Estados membros do Sistema das Nações Unidas são signatários da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que tem caráter vinculante, assim como a Cedaw. Neste marco ético e de princípios, sobre os quais os Estados devem dar cumprimento aos acordos assumidos frente à comunidade internacional para erradicarem a pobreza, a desigualdade de gênero, o racismo e a discriminação em todas as suas formas e conteúdos de expressão.

O ano de 2010 nos brinda com esta importante oportunidade, ao se celebrarem os 15 anos dos acordos alcançados na IV Conferência Mundial da Mulher (Pequim, 1995) e da 99ª Conferência Internacional da OIT, onde os temas relacionados à discriminação estão presentes frente ao reconhecimento de que “centenas de milhões de pessoas são vitimas de discriminação no mundo do trabalho, especialmente as mulheres, os pobres, os indígenas e os afrodescendentes”.

Não se pode esperar mais para exigir dos governos e da comunidade internacional uma maior vontade política para promover e garantir o exercício de todos os direitos humanos das mulheres, bem como estabelecer políticas publicas sustentáveis, uma objetiva institucionalidade da perspectiva de gênero e sua transversalização em todos os âmbitos que sejam necessários. Como efeitos dessas ações políticas, que devem ter um caráter contundente, esperam-se resultados mais visíveis e objetivos de curto, médio e longo prazo, que dêem cumprimento às determinações da Assembleia Geral da ONU na Declaração das Metas do Milênio, sobre a necessidade de se tomarem “medidas para garantir o respeito e a proteção dos direitos humanos dos imigrantes, dos trabalhadores migrantes e de suas famílias, eliminar os atos de racismo e xenofobia cada vez mais freqüentes em muitas sociedades, e promover uma maior harmonia e tolerância em todas as sociedades”, entre muitas outras determinações, expressas em 8 objetivos, 18 metas e mais de 40 indicadores.

As Metas do Milênio de modo nenhum devem diminuir acordos, objetivos, metas e ações estabelecidas nas Conferências Mundiais da Década de 1990, e na Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância, realizada em 2001, em Durban (África do Sul); e, sim, devem fortalecer acordos e compromissos internacionais a partir de um enfoque holístico, integral e histórico, que possibilite alcançar o sonho de viver em sociedades que constroem uma cultura de paz, sem racismo, sem discriminação ou violência, com condições de igualdade e justiça para todas e todos os seres humanos.

Coordenação do Programa Gênero, Raça e Etnia
na Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai

Notícias

Trabalhadoras domésticas acionam operadores
de direito para elaboração de proposta de emenda constitucional

Trabalhadoras domésticas de todo o Brasil se reuniram, de 8 a 10 de dezembro, em Brasília, para discutir a ampliação dos direitos da categoria a partir de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional). Organizadas no Seminário Nacional Ampliando Direitos das Trabalhadoras Domésticas, ativistas da Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas) e do CNTD (Conselho Nacional das Trabalhadoras Domésticas) contribuíram ao evento de forma significativa, levando as demandas dos seus estados relacionadas a direitos e condições de trabalho.

No seminário, foi criado um grupo de trabalho que será responsável por traçar estratégias para consolidar a discussão sobre a garantia dos direitos da categoria para a elaboração de uma PEC. O grupo é formado por trabalhadoras domésticas, advogados, pesquisadores e movimento feminista, como CFEMEA (Centro Feminista de Estudo e Assessoria) e SOS Corpo - Instituto Feminista para Democracia. O próximo passo é elaborar o texto que pede a retirada do parágrafo único do artigo 7º da Constituição Federal.

 De acordo com a presidente da Fenatrad, Creuza Maria de Oliveira, a ideia é fortalecer a discussão por meio da elaboração de projetos relacionados às reivindicações das trabalhadoras, visando à equiparação de direitos com as demais categorias de trabalhadores.

Outros pontos discutidos durante o evento foram a Campanha Trabalho Doméstico Cidadão, a criação de uma linha de crédito para compra de casas pelo programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida” e estratégias de mobilização para a 99ª Conferência Internacional do Trabalho, organizada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). Creuza aponta que foi definido no evento a busca por apoio governamental, para que as trabalhadoras domésticas estejam representadas na delegação brasileira que irá a Genebra, na Suíça.

O seminário teve o apoio da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministério das Cidades, Ministério da Previdência Social, Ministério da Educação, Ministério do Trabalho e Emprego, OIT, UNIFEM Brasil e Cone Sul, CFEMEA, SOS Corpo, CONTRACS (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e Serviço), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ASW (Ação Mundo Solidário).

Jornalistas discutem censo 2010, raça e etnia
em seminários no Rio de Janeiro e em Alagoas

A Cojira-Rio (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, realizou em 9 de dezembro o Seminário "O papel da mídia e o impacto na opinião pública sobre os dados desagregados de raça e etnia no Censo 2010". O evento fez parte da programação anual da Cojira-Rio no mês de dezembro pelo Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O encontro reuniu especialistas em indicadores econômicos, pesquisadores, jornalistas, estudantes e interessados em avaliar o papel da mídia brasileira na produção de conteúdos e na sensibilização junto à opinião pública a partir dos dados desagregados de raça e etnia que serão coletados no próximo censo.

Foram palestrantes Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher); José Luis Petruccelli, pesquisador titular do IBGE); Wânia Santanna, consultora da Ouvidoria da Petrobras e membro do Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas; e Aziz Filho (jornalista e gerente regional da TV Brasil). A mediação foi realizada pela jornalista Angélica Basthi.

"Identidade Étnica no Censo 2010 e a responsabilidade social da mídia” foi tema abordado em seminário promovido pela Cojira Alagoas. Evento teve a participação de Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa

Em 24 de novembro, foi a vez da Cojira-AL (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas) promover o debate estadual sobre mídia, negritude e censos de 2010. O debate “Identidade Étnica no Censo 2010 e a responsabilidade social da mídia” aconteceu no auditório do Sesc-Poço, em Maceió. A atividade integrou o mês da consciência negra e também comemorou os dois anos de atuação da Cojuira-AL. O evento teve como painelistas Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa; Adalberto Ramos, chefe da Unidade Estadual do IBGE/AL; e o jornalista José Amaral Neto.

O tema escolhido para o seminário se configura como uma pauta importante para a América Latina e todos precisam ter acesso às informações. Em 2010, será implantado o item “etnia, raça e cor” nas próximas pesquisas demográficas (acontecem a cada 10 anos). Segundo Valdice Gomes, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, “esse critério de avaliação vai permitir o conhecimento de dados estatísticos fundamentais para a elaboração de políticas públicas e promoção da igualdade etnicorracial. Há estimativas que a população afrodescendente no Brasil representa 50,6%, mas precisamos saber exatamente quantos somos, onde estamos e como vivemos”, declarou.

 
Administrado por:
UNIFEM Brasil e Cone Sul
EQSW 103/104 Lote 1 Bloco C
70670-350 - Brasília - DF - Brasil
Tel: +55 61 3038-9142
Fax: + 55 61 3038-9289
 
Com apoio de:
 



  Sitio publicado em 06/06/2006