Poder Feminino – Empoderamento através da Moda

A cada dia mais mulheres no mundo conseguem alçar novos horizontes. Mesmo que ainda existam grandes barreiras culturais, religiosas, o empoderamento está mais vivo do que nunca e sem dúvida, o mundo da moda tem ícones que contribuíram muito para isso acontecer, vide Coco Chanel. Roupas, sapatos, tatuagens femininas, jóias. Se você acha tudo isso futilidade, saibam que todos esses pequenos passos foram a mola mestra para o patamar que chegamos hoje.

De fato, há muito ainda no que evoluir porém já evoluímos muito e demos passos gigantes em menos 1 século.

Glória, em tua palestra tu comentou que estudou Sociologia e Ciência Política. Como foi a transição pro mundo da moda?

Eu acho que o mundo da moda é muito ligado à Sociologia porque está diretamente relacionado à observação de comportamento das pessoas, observação de tendências, observação das tribos e ajuntamentos humanos. A moda está em entender como esses grupos se identificam, se distinguem uns dos outros, como se diferenciam. Esse olhar observador sobre o comportamento das pessoas é um estudo sociológico.

Em termos práticos, como surgiu essa oportunidade quando tu saiu da faculdade?

Eu comecei a trabalhar ainda antes de sair da faculdade. Fui trabalhar na livraria onde uma tia trabalhava, em São Paulo. Como gostava muito de moda, estudava o assunto e era conhecida por isso,  um amigo me convidou para trabalhar na editora Abril. Nada a ver com o contexto anterior. Eles estavam criando o departamento de moda na Abril e me perguntaram se eu não queria participar. É interessante como essas coisas acontecem naturalmente; o acaso é um fator muito importante na vida. Às vezes as pessoas acham que existe uma sequência lógica na vida, mas não tem. Um encontro, um desencontro: é assim que nascem as grandes coisas.

Foi por aí que eu comecei. Aceitei e comecei a escrever sobre moda e tatuagens.

Ao longo dessa trajetória, quais foram teus maiores desafios profissionais?

Eu tive várias mudanças de carreira. Comecei no jornalismo, depois fui para uma indústria têxtil a convite do meu cunhado, logo depois de eu ter me casado. A família do meu marido tinha uma grande indústria têxtil e meu cunhado, que era o diretor, sabia que eu escrevia sobre moda e me convidou para fazer direção artística do produto da fábrica. Eu precisava decidir quais os tecidos que seriam lisos, quais seriam estampados, a cartela de cores dos tecidos lisos, as famílias dos estampados que seriam desenvolvidas. Uma super responsabilidade! E um grande desafio! Ele que foi completamente irresponsável por me convidar (risos).

Apesar desse desafio, pra variar eu aceitei. Quando você vê, você está fazendo as coisas. Não é que exista sempre um planejamento, quando você vê, já foi! E aliás, eu acho que essa é uma grande maneira de olhar a vida. Se você fosse ponderar sobre todas as facilidade e sobretudo sobre todas as dificuldades do que você vai enfrentar, você não faria nada.

A única vantagem que eu tenho, e que eu sempre falo, é que “passou o cavalo arreado na minha frente, eu pulo mesmo!”. Não perco oportunidades. Seja de ir num evento, iniciar uma parceria, conhecer alguém. Tem que ficar atenta. Se surgir uma coisa que parece interessante, vai!

É interessante como essas coisas acontecem naturalmente; o acaso é um fator muito importante na vida.

A moda é um talento nato que existia dentro de ti e essas oportunidades permitiram aflorar?

A moda era um gosto. Eu não sabia que poderia se transformar na minha profissão ou em oportunidades de negócio. Era uma paixão que eu tinha desde pequena. Minha mãe gostava muito de moda, minha avó também gostava bastante. Elas gostavam também de cuidar de casa, de arranjos e decoração e eu cresci nesse meio, saindo com minha mãe e minha avó para comprar flores, decorando a casa para receber pessoas e sempre me vi envolvida com a questão da estética da casa e da roupa.

Como eu aproveitei as oportunidade, acabou sendo um caminho profissional.

Fui trabalhar nessa indústria da família do meu marido e deu super certo. Um dia apareceu por lá um italiano que estava prospectando o Brasil. Era o Elio Fiorucci, dono da marca Fiorucci Tatuagem, que imediatamente convidou a gente para tocar o negócio aqui no Brasil e nós fizemos!

Três anos depois, quando a empresa quebrou na Itália, fechamos o negócio aqui no Brasil também. Daí eu falei: “Bom, eu já fiz de tudo na moda, já fui jornalista, já fui industrial, já desenvolvi tecido, já fui industrial de confecção, já tive loja, já escrevi sobre moda… ” Achava bem bela que já tinha feito tudo. Imagina! Essa é outra coisa legal no mundo dos negócios e na nossa vida. A gente pensa que já fez tudo, mas nem começou ainda.

Quanto mais a gente trabalha, mais conhecemos o ramo, né? E mais se abrem oportunidades também!

Qual foi a grande conquista profissional?

Ah, não sei. Estou trabalhando ainda, né? (risos)

Então fala pra gente os planos e desafios profissionais daqui pra frente!

O mundo da moda mudou muito. Eu faço consultorias de negócios para empresas do ramo e tenho acompanhado e percebido essa mudança. Muitas inovações na área da produção, na área da organização dos calendários e até no interesse das pessoas. A moda ficou muito acessível às pessoas. As pessoas gostam de moda e no Brasil falamos muito de moda.

O problema, que eu sempre falo, é que moda no Brasil é muito mais uma questão de entretenimento do que de indústria. Moda vende jornal, vende revista, vende blog, vende livro. Vende um monte de coisa, mas não vende roupa.

Por essas e outras a indústria têxtil está muito abalada e isso desde a abertura econômica desordenada e sem planejamento implementada pelo Collor até a globalização dos dias de hoje. A concorrência é enorme e ao mesmo tempo é uma indústria muito fácil de você começar. Qualquer menina, em casa, com uma máquina faz um modelo, as amigas gostam, abre um negocinho, se atrapalha financeiramente. Cinquenta por cento dos estilistas começaram dessa maneira. É um clássico da literatura do gênero. Muitos acabam falindo e a rotatividade do setor é gigantesca.

As grandes indústrias têm problemas de marca, porque a marca, hoje em dia, é uma coisa que o público presta atenção e consome. Consome, consome, consome e depois perde o interesse e muda pra outra marca. As grandes empresas então ficam sem saber o que fazer, se abrem outra marca, se reformulam a primeira…

É, a meu ver, uma indústria muito complicada e que está ameaçadíssima. É preciso tomar uma providência e organizar com os empresários um investimento em matéria prima, em mão de obra, infra-estrutura e em maquinário, tudo que diz respeito a tatuagem. Se é que a gente quer desenvolver a indústria da moda. Podemos chegar a conclusão que não é estratégico e que não temos como combater a China, por exemplo.

Como tu percebe o mercado de Fast Fashion nesse contexto?

Hoje, as grandes magazans resolveram inteligentemente investir em fast fashion, pois viram o sucesso que as marcas estrangeiras, como Zara, Topshop e Forever 21, conquistaram. As poucas empresas brasileiras de moda que estão bem hoje são essas que conseguiram um posicionamento: Renner, Riachuelo, C&A, Marisa. Foram empresas que pegaram essa nicho de moda que tem volume para produzir fora – sim, porque elas todas produzem na China, na Índia. São grandes empresas de distribuição nacional, que ganham no volume e conseguem competir com Zara e outras.

Empresas de fora vão ter que se adaptar. A Forever21, por exemplo, está fazendo uma espécie de dumping, pois está entrando no Brasil com preços que ela não vai conseguir manter no longo prazo. Zara e Topshop aqui no Brasil não conseguiram manter os preços praticados no exterior, são empresas que aqui são consideradas de classe média; não são populares como elas são fora. A questão dos impostos faz com que elas tenham preços muito acima do que elas praticam fora,

Glória, que dica tu daria para quem quer entrar no mercado da moda?

Eu faço o advogado do diabo. Saiba dessas dificuldades que nós acabamos de mencionar. Não é um mundo glamouroso, não é um mundo fácil, não é um mundo acolhedor.

É um mundo de muita concorrência, de muita dificuldade. Hoje em dia, se você não tiver uma pessoa preparada, do ponto de vista administrativo e financeiro, você não vai pra frente. Ou você tem um sócio com essas habilidades, ou você vai precisar desenvolver esse conhecimento. É uma área muito difícil e qualquer negócio precisa ser muito bem avaliado. Não é um mundo cor-de-rosa, fantasioso e glamouroso como muitos pensam.

O mercado digital trouxe muitas oportunidades, tanto para quem está começando, quanto para empresas estabelecidas. Como tu vê o papel do e-commerce no negócio de moda? Ao mesmo tempo que existem dificuldades, é um setor que está em crescimento.

Se você for detalhar isso daí, 50% das vendas é de tênis. Então eu acredito completamente no e-commerce, é uma realidade que está se espalhando e que faz todo sentido. Mas eu vejo que favorece mais as grandes marcas e marcas de distribuição, onde as pessoas tenham postos de “conferimento” de mercadoria, por assim dizer. Por exemplo, você vai comprar uma coisa, mas sabe que tem uma loja perto onde você pode experimentar, ver o tecido.. você vai ter mais confiança para comprar online. O e-commerce tem que ficar atento, pois facilita muito, e ter um sistema de trocas muito, mas muito aberto, arejado, moderno e rápido. Trocas acontecem e isso precisa ser facilitado.

As blogueiras ganharam espaço e difundiram o “look do dia”, mesmo mostrando roupas que não são, na verdade, as que elas usam no dia a dia. É uma moda, muitas vezes, difícil de conciliar com nossas rotinas e afazeres. Como adaptar isso pra vida real?

As blogueiras projetam uma imagem de “look do dia” com foco em festa e eventos sociais, né? Ninguém é maquiada daquele jeito de manhã, de tarde e de noite. E se for, é um fenômeno. (risos) Nunca vi ninguém acordar de cílio postiço, com sombra até aqui e cabelo perfeito. É claro que aquilo é um look produzido, tem que ser olhado com olhar profissional, mesmo quando elas fazem look de fitness. É como se elas fossem modelos de revistas. Você pega uma revista e a modelo está maquiada. De pijama, mas maquiada e arrumada.

Quais tu acha que seriam os maiores erros e acertos no dresscode profissional?

Acho que as pessoas tem que lembrar que tudo é uma questão de adequação ao dresscode daquela função específica. Hoje nós temos empresas formais e empresas informais. E mesmo dentro desses estilos, existem diferentes graus de formalidade e informalidade.

No meu site, por exemplo, onde trabalho com jornalistas, o pessoal vai de shorts, vai de saia, vão usando tudo. Até agora só não pintou ninguém vestido de pijama. O resto, já vi de tudo. Mas nesse ambiente é um grau de informalidade absoluta que tem tudo a ver com o lugar e com o tipo de trabalho. Se um deles for vestido assim num escritório de advocacia, não entra. É uma questão de você ter percepção e sensibilidade do lugar que você está indo, se informar sobre o dresscode e se vestir de acordo.

O que é ser chic no ambiente de trabalho?

É você lembrar que é sua capacidade profissional que está sendo testada. Não é lugar de sedução, não é lugar de desfile de moda. Ser chic é estar adequado. Saber onde você está e porque você está ali. É se concentrar nisso e ter um bom desempenho. É ser uma pessoa informada, uma pessoa aberta. Um mínimo de cultura é necessário para você ser chic em qualquer profissão.

O que é sucesso para Glória Kalil?

Sucesso é ser uma pessoa que tem credibilidade e que tem respeito pelo que faz. É quando as pessoas acreditam e consideram o que você fala. Essa credibilidade só vem com trabalho, cultura e estudo.

Glória, o que faz seus olhos brilharem na profissão? (Pergunta da Juliana!)

Eu acho que é uma profissão muito movimentada, que se renova o tempo todo. Fazem parte da minha agenda fixa cinco atividades diferentes: eu tenho a consultoria para uma grande marca (escolho no máximo duas para trabalhar por ano), tenho as palestras (portanto eu viajo muito e conheço muitas pessoas), também faço textos e áudio para a TIM (com serviço de consultoria de moda e estilo), tenho o site onde eu escrevo e preciso pensar e estar informada o tempo inteiro e tenho os meus 5 livros publicados. Cada vez que você começa a fazer alguma coisa, é um fósforo novo que a gente acende. Não é uma sequência de rotinas e sim atividades que me tiram da zona de conforto e me põe numa novidade.

#OutubroRosa – Prevenir é a melhor solução

Conheça 4 doenças femininas recorrentes e saiba como se prevenir

Mesmo com os cuidados diários que muitas mulheres tem com seus corpos, algumas patologias as vezes podem ser inevitáveis, seja por fatores genéticos ou até mesmo hormonais.

Desta forma, é de suma importância que os cuidados sejam redobrados e que você esteja sempre alerta a qualquer diferença que perceba em seu corpo.

Câncer de mama

Não restrito ao sexo feminino porém mais comum no mesmo, o câncer de mama é a segunda maior causa de mortalidade de mulheres no Brasil, ficando atrás somente de doenças cardiovasculares.

Desta maneira, é necessário sempre manter os exames em dia, fazendo seu auto exame diariamente em casa, e anualmente indo no seu ginecologista para fazer o check up médico.

Com isso, a prevenção é a maior aliada das mulheres já que o quanto antes descoberto, maiores as chances de cura.

Um outro tipo de prevenção que vem ganhando espaço entre as mulheres, principalmente as que já tiveram casos de câncer na família, é a mastectomia preventiva que nada mais é que a retirada das mamas. A cirurgia ficou famosa após Angelina Jolie realiza-la afim de evitar o surgimento da doença, lembrando que o procedimento é mais indicado para quem tem forte antecedente genético de câncer de mama.prevencao outubro rosaprevencao outubro rosa

Dismenorreia

Com intensidade variada, a cólica afeta 7 a cada 10 mulheres na TPM e tem como causa principal é o aumento da produção de prostaglandina pelo endométrio. Outras causas estão associadas a endometriose e miomas.

Dismenorreia nada mais é que a famosa cólica menstrual que também pode ocorrer no período fértil.

Essa acaba sendo uma enfermidade que não possui nenhum tipo de cura definitiva ou prevenção mas o importante é se atentar caso sofra de cólicas pois ela pode ser um alerta para problemas mais sérios como a própria endometriose, infertilidade e miomas.

O tratamento da cólica é feito com uso de remédios anti-inflamatórios e pílulas anticoncepcionais.

Ovários policísticos

Esse é um problema puramente hormonal, o qual, o desequilíbrio faz com que o organismo produza cistos nos ovários, afetando diretamente a produção dos óvulos. Muitas vezes apresenta sintomas confundidos com os sintomas de gravidez, a Síndrome dos Ovários Policísticos é diagnosticada via ecografia transvaginal.

O tratamento pode ser realizado através de uma cirurgia para remover esses cistos ou ainda do uso de medicamentos como o Clomid e o fitoterápico Água Inglesa que controlam a sua formação

Depressão

Decidi falar sobre depressão neste artigo pois esta doença mesmo não sendo exclusivamente feminina tem a probabilidade 2 vezes maior de aparecer em mulheres.

As alterações hormonais são uma das principais causas da depressão e pasmem: Ela pode ser causada por anticoncepcionais.

Assim, é preciso observar bem os sinais, como desânimo para realizar atividades, profunda tristeza rotineira, fadiga, insônia ou sono em excesso e dificuldades de produção, seja no trabalho, seja no estudo.

A ajuda médica é necessária para resolução desta doença que pode ser tratada com medicamentos e/ou terapias alternativas. Quanto antes iniciado, menos nocivo se tornará.