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Notas

Gestão de políticas de gênero e raça
Está previsto para iniciar em março de 2010 o Curso de Gestão de Políticas Púbicas de Gênero e Raça para gestor@s brasileir@s. Sob a liderança da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Ministério da Educação e UNIFEM Brasil e Cone Sul, através do Programa de Gênero, Raça e Etnia, o curso vai incidir na preparação de servidor@s públic@s municipais, estaduais e federais; integrantes dos Conselhos de Direitos da Mulher, dos Fóruns Intergovernamentais de Promoção da Igualdade Racial, dos Conselhos de Educação e dirigentes de organismos não governamentais ligados à temática de gênero e da igualdade étnico-racial. A formação será conduzida pela plataforma de ensino à distância da Universidade Aberta do Brasil, com encontros presenciais. O curso será ministrado por especialistas de gênero e raça do CLAM/UERJ (Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

História e cultura
da África e da Diáspora

Conferências, mesas-redondas, apresentação de pôsteres de experiências e artigos. Essas são as atividades do Colóquio Internacional: O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora que acontecerá de 9 a 13 de novembro, em Brasília (Brasil). O encontro deve reunir cerca de 150 pessoas, entre educadores, pedagogos, antropólogos, cineastas, lingüistas, literatos, sociólogos, pesquisadores em tradição oral, e especialistas em história africana e da diáspora.  O objetivo do Colóquio é aprofundar a compreensão da história africana e seus descendentes e fomentar o intercâmbio acadêmico em torno de iniciativas pedagógicas.  Um dos eixos do encontro é a participação da mulher na formação cultural e socioeconômica da África e da Diáspora em perspectiva histórica. O colóquio conta com a assessoria técnica e financiamento do Programa Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul e é organizado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Centro de Artes e Civilização Negras e Africanas Grupo Panafricano de Pesquisa, Político e Estratégico, Fundação Cultural Palmares, Ministério da Educação, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura, Turismo e Orientação Nacional do Governo da Nigéria, Embaixada da Nigéria no Brasil e UnB (Universidade de Brasília). Confira a lista dos trabalhos aprovados pela organização do colóquio.

Experiências Iberoamericanas
De 15 a 17 de novembro, Salvador (Brasil) sediará o Seminário Experiências Iberoamericanas de Políticas de Promoção da Igualdade Étnico-racial com Perspectiva de Gênero. O seminário oferece um fórum para os países iberoamericanos discutirem temas como: intercâmbio de informações sobre o processo de implementação de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial; intercâmbio de idéias sobre como avançar os temas da Agenda de Durban nos planos nacionais e regionais; como integrar nas políticas e legislações nacionais as disposições contidas no Documento final da Conferência de Revisão, na Declaração e no Plano de Ação de Durban; compartilhamento de experiências nacionais sobre o combate ao racismo e à discriminação e, por último, a identificação de boas práticas. O evento é promovido pela SEGIB (Secretaria Geral Iberoamericana), Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), em parceria com UNIFEM Brasil e Cone Sul por meio do Programa de Gênero, Raça e Etnia, Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade da Bahia) e Governo do Estado da Bahia.

Concurso de redações e artigos
Seguem abertas até 20 de novembro as inscrições para o 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. O concurso de artigos e redações estimula a reflexão critica e a pesquisa acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres no Brasil, contemplando suas intercessões com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade no campo dos estudos das relações de gênero, mulheres e feminismos; e sensibilizar a sociedade para tais questões. Serão premiadas redações de jovens estudantes brasileiros do Ensino Médio, artigos acadêmicos desde a graduação à pós-graduação e também projetos desenvolvidos por escolas públicas brasileiras. Essa é uma iniciativa da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Ministério da Ciência e Tecnologia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ministério da Educação, UNIFEM Brasil e Cone Sul, com apoio do Programa Gênero, Raça e Etnia. Clique aqui e saiba mais sobre o concurso (conteúdo em Português).

Cidadãs Posithivas
Fortalecer o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas como rede em defesa dos direitos e controle de políticas de saúde para mulheres. Esse foi o objetivo da Capacitação - Cidadãs no Cerrado que aconteceu, entre os dias 27 e 31 de julho, em Belo Horizonte (Brasil). O encontro, promovido pelo Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, reuniu 27 mulheres soropositivas, para garantir a atuação do movimento nos 27 estados brasileiros. A gerente do Programa Gênero, Raça e Etnia, Ana Carolina Querino, foi facilitadora da Oficina: Promoção da Equidade de Gênero como estratégia para enfrentar vulnerabilidades relacionadas à pobreza, desigualdades socioeconômicas, raciais, aspectos culturais e geracionais. O evento contou com a participação do UNIFEM Brasil e Cone Sul, UNFPA, UNICEF, SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e Ministério da Saúde.
Mulheres de Terreiro
A Rede de Mulheres de Terreiro de Pernambuco (Brasil), por meio do Projeto Obirim N’Ilê apoiado pelo Programa de Gênero, Raça e Etnia, está produzindo uma publicação com dados de pesquisa coletados durante o I Encontro Pernambucano de Mulheres de Terreiro, ocorrido em 2007, em Recife. A publicação apresentará informações sobre a realidade das sacerdotisas de matriz africana e afro-brasileira, contribuindo para a ampliação do debate sobre políticas públicas para a desconstrução do racismo, afirmação da identidade e acesso a direitos.
Mulheres Indígenas e Censos
Nos anos recentes, foram desenvolvidos diversos processos nacionais, regionais e globais onde organizações indígenas, as Nações Unidas, representantes de governos e especialistas técnicos discutem o tema dos dados estatísticos e indicadores de povos indígenas. O marco conceitual dos indicadores deve basear-se num enfoque de direitos humanos e incorpora como eixos principais: o respeito pelo princípio da livre determinação; o consentimento livre prévio e informado; a participação plena e efetiva; e a aplicação das medidas recomendadas. Essa medida praticamente não vem sendo cumpridas, ou apenas de maneira parcial, fragmentada e dispersa.
O que dizem os censos nacionais sobre as mulheres indígenas?

As mulheres indígenas têm identificado a necessidade de contar com informações que permitam abarcar as diferenças de gênero, e que captem sua perspectiva particular dentro da diversidade dos povos indígenas. Também defendem a importância de contarem com indicadores que deem conta da capacidade das mulheres tomarem decisões, de participação social, política e cultural.
Leia mais em: : www.indigenouswomensforum.org Foro Internacional de Mulheres Indígenas / Mariana López.

Mulheres Camponesas
Entre 19 e 21 de outubro, o governo do estado de Pernambuco (Brasil) realizou o II Seminário de Planejamento de Políticas Públicas para mulheres Rurais. O evento teve a participação da sociedade civil, movimento de mulheres, Governo brasileiro, instituto Palmares e Unifem Brasil e Cone Sul. Buscou-se constituir uma agenda de demandas e dados sobre as mulheres, para a elaboração de uma política que favoreça as camponesas e trabalhadoras rurais. No ano passado, foram iniciados estudos e pesquisas sobre as condições de vida, trabalho e economia na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão. As pesquisas têm apoio do Unifem Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Gênero, Raça e Etnia.
 

Mais sobre Gênero,
Raça e Etnia

Avaliação de
Durban – Genebra, 2009:
A Manipulação da Luta
contra o Racismo, uma maneira de Dividir
o Mundo.

Por: Mireille Fanon – Mendés, França

Cinco dias com oportunidades para a maioria dos países enfocar, com auxílio dos meios de comunicação, a atenção do mundo nas declarações do Presidente do Irã, que permitiram a países europeus – liderados pela França – abandonar a sala de reuniões sob o olhar estupefato das ONGs presentes. Na verdade, nada do que foi declarado pelo Presidente Ahmadineyad fazia qualquer referência a um questionamento do extermínio judeu. Leia mais
Fonte

Violência e
Inter-Culturalidade: Paradoxos de Etnicidade
na Bolívia de Hoje.


Por: Silvia Rivera Cusicanqui.

Essa exposição busca refletir em detalhes a ordem estrutural, para mostrar as mudanças e as continuidades do discurso sobre e em torno dos índios (indígenas, aymaras, qhichwas, guaranis, chiquitanos, etc.). É notável que nesse discurso, sempre se fala entre mestiços e criollos, e não com nem entre os índios. A própria discussão sobre as denominações revela uma exuberância discursiva suspeita, que, longe de escutar as vozes das pessoas, é nutrida por autores estrangeiros, em especial, os que pensam que a questão indígena é um assunto de minorias. Leia mais

Referências Bibliográficas
e da Internet
DAstelarra, Judith (Coordenação), 2007, Género y Cohesión Social. Fundación Carolina. Madrid: Documento de Trabalho No 16 (Primeira Edição).

Calcio Montalvo, Margarita, e Luisa Fernanda Velasco, 2009, Diagnóstico Regional: “Los Mecanismos Institucionales de las Mujeres en Bolivia, Perú y Ecuador y las Mujeres Indígenas”. La Paz: Unifem Países Andinos.
unifem.paises.andinos@unifem.org

Carrera Suárez, Isabel, Feminismo y Postcolonialismo: Estrategias de Subversión. Universidad de VIGO.

Mizzanga`s Blog

Rivera C., Silvia, 2009, La noción de “derecho” o las paradojas de la modernidad postcolonial: indígenas y mujeres en Bolivia. Silvia Rivera C. Universidad Andina Simón Bolivar (Equador). Aportes sobre diversidad, diferencia e identidad
Nº 11.

Contatos
Equipes nacionais do Unifem para o Programa Regional Incorporação das Dimensões de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Redução da Pobreza:

Coordenadora Regional do Programa
Maria Inês Barbosa

unifemconesul@unifem.org
www.unifem.org.br

Gerente do Programa
Ana Carolina Querino
unifemconesul@unifem.org
www.unifem.org.br

UNIFEM/Bolivia
Responsável:
Mónica Mendizábal

monica.mendizabal@unifem.org

UNIFEM/Brasil
Responsável:
Danielle Oliveira Valverde

danielle.valverde@unifem.org

UNIFEM/Guatemala
Responsável:
Irma Otzoy

irma.otzoy@unifemca.org

UNIFEM/Paraguay
Responsável:
Moli  Molinas Cabrera

moli.molinas@unifem.org

Responsável pelo Boletim
Ximena Machicao Barbery

ximenamachicao@gmail.com

Co- responsável
Isabel Clavelin

isabel.clavelin@unifem.org

Projeto Gráfico
Ribamar Fonseca
(Supernova Design)

Tradução
Dermeval Aires Jr.

Edições anteriores

2008 | 1 |

 

 

Editorial

A Declaração dos Direitos Humanos reconhece a “dignidade intrínseca dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana”. Nela se enraíza a importância fundamental da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Conexas de Intolerância, realizada na África do Sul em 2001.

Oito anos após a assinatura dos acordos internacionais surgidos da Conferência Mundial pela maioria dos Estados partes das Nações Unidas, surgem as perguntas: Quanto se avançou? Quanta vontade política tem existido da parte dos governos do mundo, das próprias Agências das Nações Unidas e da Cooperação Internacional para contribuir efetivamente na luta contra o racismo e suas formas encobertas (que não significam outra coisa que a negação dos princípios e propósitos da carta da ONU, e a negação de que todos e todas nascem livres e iguais em dignidade e em direitos)?

XI Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe,
março de 2009

Ainda vivemos em sociedades profundamente estruturadas em parâmetros racistas, discriminatórios, sexistas, xenófobos e intolerantes. No tocante à aplicação das medidas recomendadas pelos acordos assumidos, não apenas em Durban em 2001, mas também nas Conferências e Reuniões de Cúpula como Viena (1993); Cairo (1994) e a IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Pequim, 1995), o fato é que tais medidas praticamente não foram cumpridas, ou foram apenas cumpridas de modo parcial, fragmentado e disperso. No entanto, não se pode deixar de reconhecer as lutas e os avanços dos povos indígenas, das organizações afrodescendentes, dos movimentos sociais de mulheres e feministas, e seus esforços pela construção de um mundo onde os princípios de igualdade e não discriminação sejam reconhecidos, não apenas no papel, mas também na prática diária, reafirmando que a diversidade cultural é um elemento valioso para o aprimoramento e o bem-estar da humanidade.

Coordenação do Programa Gênero, Raça e Etnia na Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai

ATIVIDADES NOS PAÍSES – Conheça os principais aportes de assessoria técnica e financeira do Programa de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza.

BOLÍVIA
Formação de mulheres para a nova constituição
política do Estado
Mulheres rurais nos processos eleitorais
Liderança de mulheres camponesas e indígenas
Curso de formação de gestor@s públic@s em gênero,
raça e etnia
Colóquio de história e cultura da África e da Diáspora
Seminário “Experiências Iberoamericanas
de Políticas de Promoção da Igualdade Étnico-Racial
com Perspectiva de Gênero
GUATEMALA
Preparação do Terceiro Relatório da Defensoria da Mulher
Dia Internacional da Mulher Indígena
PARAGUAI
Incorporação da equidade de gênero e étnica
no Plano de Governo
Publicação sobre as histórias de homens e mulheres negras em três comunidades
Incorporação efetiva do Guarani como idioma oficial
no Mercosul
Campanha de visibilidade de lideranças de mulheres indígenas, falantes de guarani e negras

Notícias

Aberto edital de ensaios sobre a luta das mulheres contra o racismo na América Latina e Caribe

Incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América Latina e Caribe. Essa é a contribuição do Programa Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), através do primeiro concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta das mulheres contra o racismo na América Latina e Caribe”.

A chamada de textos visa estimular e divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol, partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas. Os textos deverão ser enviados até 15 de dezembro deste ano e serão publicados na série Cadernos de Diálogos, editada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul.

“Nosso objetivo é impulsionar a introdução da luta contra o racismo e as diferentes formas de discriminação e exclusão social nas agendas políticas feministas da América Latina. A desconstrução do racismo é tarefa de toda a sociedade e não somente de mulheres negras e indígenas”, explica Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa regional de Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai.

O edital estabelece três eixos de abordagem: representações, discursos e políticas de identidades; agendas feministas na América Latina e Caribe e a luta contra o racismo; e estratégias, identidades e discursos políticos das organizações e/ou movimentos sociais de mulheres e as distintas expressões feministas das mulheres negras e indígenas. O concurso tem caráter plural e não privilegia nenhuma teoria em particular.

Os três melhores ensaios serão premiados com publicação na série Cadernos de Diálogos e receberão valores em dinheiro: primeiro lugar US$ 2.300, segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000. Os textos devem seguir as normas técnicas de apresentação científica e serem enviados pelo correio postal sem identificação de autoria.

Clique aqui para ler a íntegra do edital (em Português)

IV Encontro Feminista do Paraguai Discute
os Direitos de Todas as Mulheres

Em 23, 24 e 25 deste mês, ocorreu o IV Encontro Feminista do Paraguai, “Todos os Direitos para Todas as Mulheres", na cidade de San Bernardino, com o lema “Todos os Direitos para Todas as Mulheres”, para as várias buscas e perguntas feitas a partir do feminismo e de outros espaços do ativismo social.

O IV Encontro Feminista gerou diversos conteúdos e expressões culturais, enfocando dois temas centrais: os direitos sexuais e reprodutivos, e o complexo mundo laboral. O evento teve a participação das expositoras estrangeiras Ruth Peñafiel, líder indígena na Amazônia do Equador; Gabriela Leite, dirigente da organização Da Vida, do Brasil; e Ana Francis Mor, do Teatro Cabaré Las Reinas Chulas, do México.

Leia aqui o Manifesto do IV Encontro Feminista do Paraguai

O evento foi organizado por 22 instituições e redes de mulheres e feministas, convocadas pela Coordenação de Mulheres do Paraguai (CMP). A iniciativa conta com o apoio do Unifem Brasil e Cone Sul, UNFPA, PNUD e AECID.

População negra é maior vítima da pobreza
na América Latina, segundo o PNUD

A incidência sobre essa população é “o dobro” do que sofre o resto da população, advertiu a diretora na região do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Rebeca Grynspan. Ela se expressou assim na apresentação em Montevidéu do seminário ‘As mulheres afrodescendentes e a cultura latinoamericana: identidade e desenvolvimento’, onde participaram representantes de 17 países latinoamericanos.

Leia aqui a Mensagem do Secretário Geral pela
ocasião do Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza,
em 14 de outubro (texto em Espanhol)

Organizado pela Direção Regional do PNUD e financiado pela Comissão Européia e o Governo da Noruega, o evento foi aberto por uma videoconferência do Secretário Geral Iberoamericano, Enrique Iglesias, que não pôde comparecer em função de suas atividades na Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque. Iglesias elogiou a “criatividade” e a “tenacidade” das mulheres de ascendência afro, e recordou que ao longo de sucessivas gerações, elas enfrentaram “uma dupla discriminação na América Latina, por serem mulheres e por serem afrodescendentes". Leia mais

Do mesmo modo, Iglesias enfatizou que os grupos de origem africana constituem “entre 20 e 30 por cento” da população latinoamericana, e que têm realizado “contribuições de muita importância, que devem ser reconhecidas e assumidas como próprias, porque pertencem a todos nós".

Por sua vez, Grynspan lamentou "a prolongada discriminação da população afrodescendente” na América Latina, onde a incidência da pobreza “duplica” os sofrimentos do resto dos cidadãos da região. Do mesmo modo, a taxa de mortalidade infantil é “de 40 a 50 por cento mais alta entre os afrodescendentes do que no resto da população”, advertiu a diretora regional do PNUD para a América Latina e o Caribe.

O desemprego, os níveis de escolaridade e o acesso á saúde são outros âmbitos onde se torna manifesta essa situação de desigualdade. “Os dados demonstram que é preciso superar a tirania das médias inferidas, que escondem mais do que revelam”, asseverou Grynspan, que sublinhou que “a desigualdade não é apenas resultado da discriminação do passado”, mas sim algo presente na atualidade. A especialista relembrou que “o desenvolvimento é incompleto, na condição de forma de discriminação”, e ressaltou que “o excesso de pobreza” na América Latina é o “resultado de um excesso de desigualdade".

Por isso, a luta deve não só orientar-se à erradicação da pobreza, mas também a diminuir as desigualdades de gênero, raciais e territoriais, opinou Grynspan.
"Ser pobre na América Latina implica, sobretudo, na impossibilidade de exercer plenamente a cidadania”, asseverou a diretora regional do PNUD. É preciso impedir que a crise econômica internacional “converta a pobreza conjuntural da América Latina em uma pobreza estrutural”, como aconteceu durante a crise da década dos anos oitenta, acrescentou.

Fonte: www.eltiempo.com

Programa investe no mapeamento
de organizações de mulheres negras na América Latina, Caribe e Diáspora Africana

Criada em 1992, a Rede de Mulheres Afro-Caribenhas e Afro-Latinoamericanas é um dos principais marcos do I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe. Presente em 25 países e 250 organizações de mulheres negras, a Rede é um espaço de articulação do movimento de mulheres negras da região.

Até 25 de novembro, a Rede deve concluir um mapeamento das organizações de mulheres negras na América Latina, no Caribe e da Diáspora para atualizar e completar informações sobre as instituições da sociedade civil. O estudo conta com financiamento do Programa Gênero, Raça e Etnia.

Para a gerente do Programa, Ana Carolina Querino, o mapeamento é importante para ampliar a visibilidade e fortalecer as organizações de mulheres negras. “Saber quantas organizações de mulheres afrodescendentes existem nos diferentes países da América Latina, e quais são as suas áreas de atuação, é um passo importantíssimo no esforço de aumentar a visibilidade e fortalecer essas organizações. O mapeamento é um instrumento de fortalecimento das organizações de mulheres negras”, avalia Ana Carolina Querino, gerente do Programa.

De acordo com as organizadoras, nos meses de outubro e novembro os dados serão coletados nas organizações. A previsão é que essa ação seja concluída até 25 de novembro. Em dezembro, deve ser constituída a tabulação dos dados e, em janeiro de 2010, a análise dos dados e a conclusão do levantamento.

Saiba mais sobre a Rede de Mulheres Afro-Caribenhas
e Afro-Latinoamericanas.

Bolívia conclui relatório para o Comitê pela Eliminação da Discriminação Racial

Apresentado no final de setembro, o relatório boliviano para o Comitê pela Eliminação da Discriminação Racial foi redigido levando em conta o compromisso de apresentar a informação de caráter legislativo, judicial e administrativo para tornar mais efetivos os dispositivos enunciados na Convenção.

Segundo a equipe relatora, o documento gerou uma reflexão sobre a problemática da discriminação racial, suas razões, e as fraquezas mostradas pelo Estado Boliviano no cumprimento da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

Foram compiladas informações das instituições estatais envolvidas na temática, e das instituições cujo funcionamento se relaciona ao cumprimento das recomendações emitidas pelo Comitê.

“É importante reconhecer que a discriminação racial na Bolívia não desapareceu. Agora que o país atravessa uma mudança política, jurídica, econômica e social, é o momento em que se podem sentir os esforços assumidos nos instrumentos nacionais e internacionais, e a discriminação racial segue vigente na nossa população, nas instituições que a detêm e por aqueles que a financiam. Essa reflexão não deixa de lado o importante avanço gerado nos anos recentes, e é importante avançar com o que foi visto nesses anos como prioridade, alcançando a interação, a tolerância, o respeito, e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (...)”. Leia aqui o informe completo.

Blog Afrocensos 2010 divulga notícias sobre
raça e etnia na rodada dos censos nas Américas

Notícias, entrevistas, debates, artigos e dados por raça e etnia. Esses são os conteúdos do Blog Afrocensos 2010, ferramenta criada para divulgar a mobilização dos afrodescendentes das Américas na rodada dos censos de 2010 a 2012.  A atualização das informações é feita por integrantes do Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas nos Censos de 2010, jornalistas, comunicadores e ativistas, engajados no combate ao  racismo e na afirmação da identidade negra.

O Blog Afrocensos 2010 registra as principais iniciativas políticas dos afrodescendentes para monitoramento e incidência na coleta de dados por raça e etnia nos censos, como estabelece a Declaração e o Plano de Ação de Durban.  Os textos são escritos em Português, Espanhol e Inglês para facilitar o acesso à informação dos afrodescendentes e a troca de experiências sobre os censos de 2010-2012.

Blog Afrocensos 2010: conteúdo em Português, Espanhol e Inglês sobre as principais notícias sobre os censos de 2010

Desde a sua formação, em junho de 2009, o Grupo de Trabalho de Afrodescendentes das Américas para os Censos de 2010, conta com assessoria técnica e apoio financeiro do UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Gênero, Raça e Etnia. Para Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa regional, o uso das redes sociais de informação é fundamental para integrar e divulgar a maneira como os afrodescendentes vão incidir nos censos de 2010-2012.

“Os censos se constituem como estratégia fundamental para visibilizar as populações impactadas pelo racismo. Além disso, são fontes de informações que possibilitam a expressão das desigualdades. Desta forma, é uma estratégia importante no processo de desconstrução do racismo”, considera Maria Inês Barbosa.

Leia no  Blog Afrocensos 2010 a entrevista de Epsy Campbell sobre as estratégias do Grupo Grupo de Trabalho de Afrodescendentes das Américas para os Censos de 2010.

Coalizão Internacional de Cidades contra o Racismo entra em nova era

Recentemente, a UNESCO liderou a reunião de representantes das cidades líderes de coalizões regionais para compartilhar experiências e boas práticas contra o racismo. Estiveram entre os principais temas: a crise e o “direito à cidade”, a cidade como ponto de encontro: a criação de pontes entre comunidades indígenas e novas comunidades, por uma sociedade inclusiva: oportunidades para vencer a crise, e os municípios diante da crise; desafios, políticas e práticas.

Espera-se que os resultados das duas conferências marquem um ponto central na chegada de uma nova era na cooperação internacional, capaz de contribuir à superação dos desafios enfrentados há muito tempo pelas coalizões.

Mais informações: Coalizão Internacional de Cidades contra o Racismo
 
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