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Notas |
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Concurso de ensaios
Foram prorrogados os prazos de análise – no marco da convocatória e seus termos de referência – para a pré-seleção e seleção dos ensaios sobre “A Luta contra o Racismo pelas Mulheres da América Latina e do Caribe”. A pré-seleção será feita até o dia 10 de março, e a seleção dos três primeiros lugares, até o dia 20 de março. O informe respectivo sobre os resultados obtidos será anunciado pública e individualmente a todas as pessoas que enviaram suas propostas até o dia 30 de março de 2010.
Mais informações: ximenamachicao@gmail.com
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Série censo e afrodescendentes
A série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI” foi exibida durante o mês de janeiro e relatam temas como a participação negra no mercado de trabalho, políticas públicas de enfrentamento do racismo, ações afirmativas e a violência vivida pela juventude negra no Uruguai, Equador, Panamá e Brasil. A série de reportagens atende o objetivo de informar a população das Américas sobre a rodada dos censos 2010-2012. É resultado da parceria entre Canal Integración/Empresa Brasil de Comunicação, Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai. Assista ás reportagens no canal do UNIFEM Cone Sul no Youtube. |
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Inés Alberdi sobre o terremoto en Haití
No último dia 14 de janeiro, a diretora executiva do UNIFEM, Inés Alberdi, divulgou nota oficial sobre o terremoto que devastou a cidade de Porto Príncipe. No documento, Inés expressa solidariedade para com o povo haitiano e reitera o apoio do UNIFEM ao governo e a sociedade civil no país. “UNIFEM continuará a apoiar o Governo do Haiti, assim como as organizações da sociedade civil, incluindo organizações de mulheres que têm uma longa história de dedicação aos serviços sociais, desenvolvimento comunitário e mobilização social”, disse. Leia aqui a mensagem na íntegra.
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Afrocenso 2010
Durante o ciclo de debates Tambor Falante, ocorrido em janeiro, ativistas do movimento negro discutiram, na cidade de Maceió/AL, o tema “Censo 2010 – Assuma a sua negritude!”. As questões levantadas durante o evento foram à necessidade da pesquisa demográfica, a importância dos dados estatísticos, além da elaboração de propostas que garantam a sensibilização da população afro-descendente e também dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O debate resultou no lançamento da ação “Assuma sua negritude”, cujo defende a mobilização empenhada no esclarecimento da população sobre as conseqüências de levianas e/ou equivocadas no ato do questionário e incentiva identidade étnica. |
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Artigo |
Os pecados do Haiti

Por: Eduardo Galeano
A democracia haitiana nasceu há pouquinho tempo. Em seu breve tempo de vida, essa criatura faminta e enferma não recebeu mais do que bofetadas. Era recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras.
Três anos mais tarde, ressuscitou. Após haver posto e deposto tantos ditadores militares, os Estados Unidos depuseram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito pelo voto popular em toda a história do Haiti, e que havia tido a idéia maluca de querer um país menos injusto. Leia mais. |
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Edições anteriores
2010 | 1 | 2 | 3 | 4 |
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Editorial

A tragédia sofrida pelo povo irmão do Haiti em 12 de janeiro convocou a solidariedade feminista de todo o mundo, e, em especial, das feministas da América Latina e Caribe reunidas em Santo Domingo, nos dias 26 e 27 de janeiro, com a presença da representação do movimento de mulheres haitianas. Nesse encontro, ficou acordado que se deve concretizar a solidariedade com as mulheres do Haiti e suas comunidades, por meio do estabelecimento do Acampamento Feminista Internacional “Myriam Merlet, Anne Marie Coriolan e Magalie Marcelin”.
É reconhecido que as mulheres – especialmente nos países mais pobres, e o Haiti está entre eles – vivem em uma profunda situação de desigualdade e marginalização, enquanto suas necessidades se tornam invisíveis, e quase nunca são satisfeitas. Essa situação – como também tem sido reconhecida por organismos internacionais, movimentos feministas e de mulheres – piora durante os momentos de emergências e desastres. Leia mais.

Coordenação do Programa Gênero, Raça e Etnia
na Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai
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Notícias
Revista de Estudos Feministas lança dossiê Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça
O impacto do racismo na vida da população negra brasileira, especialmente das mulheres negras, volta às páginas da REF (Revista de Estudos Feministas) com densidade quase 15 anos após a edição histórica Dossiê Mulheres Negras, em 1995. Intitulada “Dossiê Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, a nova publicação que será lançada na segunda quinzena de janeiro revela novos nomes de pesquisadoras e pesquisadores sobre a situação de mulheres negras, mulheres brancas, homens negros e homens brancos no Brasil.

| Quase 15 anos após a publicação Dossiê Mulheres Negras, edição especial recupera com densidade temática do racismo e impacto na vida da população negra. Patrocinada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul e IPEA, publicação traz artigos de especialistas e pesquisadores sobre as desigualdades do país e a capacidade do Estado de enfrentá-las |
Os artigos partem da análise de indicadores socioeconômicos das pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) abordados no Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça – estudo produzido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), UNIFEM Brasil e Cone Sul ( Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e SPM (Secretaria Especial de Política para as Mulheres). Especialistas de diversas áreas aprofundam a interpretação dos indicadores sociais, analisam a conjuntura de enfrentamento ao racismo e prospectam cenários para os grupos raciais com base nas políticas públicas atuais. Mais informações.
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As violações reiniciaram no Haiti
UN Photo/Marco Dormino

Por: Sarah Babiker - Artemisa Notícias
Uma semana após o terrível terremoto que assolou o Haiti, o pequeno país apresenta uma situação que comove e preocupa. O desastre aconteceu em um dos países mais pobres do mundo, que está no 154º lugar do índice de desenvolvimento humano, e na última posição do continente americano. E foi reiniciada uma prática enraizada na cultura do país: as violações contra as mulheres.
Antes do terremoto, cerca de 80% da população sobrevivia na indigência, 60% não tinham trabalho, e a esperança de vida apenas superava os 50 anos. A taxa de mortalidade infantil era de 80%. Sem água potável e com desnutrição crônica, o Haiti detinha outro recorde negativo: a mais alta taxa de mortalidade materna na região, com 670 mortes a cada 100.000 nascidos vivos.Leia mais. |
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Coalizão Internacional de Mulheres Defensoras dos Direitos Humanos
Por Lydia Alpizar, AWID
RECOMENDAÇÕES POLÍTICAS PARA ABORDAR AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES EM TORNO DA SEGURANÇA E DAS NECESSIDADES DAS DEFENSORAS DOS DIREITOS HUMANOS NO HAITI APÓS O TERREMOTO OCORRIDO EM 12 DE JANEIRO DE 2010
"Ao responder às emergências, muitas vezes os direitos humanos ficam de lado como se fossem algo ‘extra’, dizendo-se, por exemplo, “não há tempo para avaliar questões específicas, somos guiados pelo que já sabemos”.
- Jane Barry
A Coalizão Internacional de Defensoras dos Direitos Humanos (Women Human Rights Defenders International Coalition, WHRD IC) lamenta as mortes das companheiras ativistas Myriam Merlet, Magalie Marcelin e Anne Marie Coriolan, fundadoras de três das organizações de mulheres mais importantes do Haiti, ocorridas durante o catastrófico terremoto de 12 de janeiro de 2010 nesse país. Myriam fundou a Enfofamn, uma organização dedicada à conscientização sobre temas que afetam as mulheres através dos meios de comunicação; Magalie foi criadora da Fanm, uma organização pelos direitos das mulheres que se ocupa da questão da violência doméstica; e Anne Marie fundou a Solidarite Fanm Ayisyen (SOFA), um coletivo de serviços, gestão e advocacy. Como líderes ativas do movimento de mulheres haitianas, suas mortes, bem como de outras defensoras e defensores, e de incontáveis pessoas, têm significado um golpe muito forte para a sociedade civil no Haiti.
A Coalizão elogia a rápida e generosa resposta da comunidade internacional para brindar auxílio imediato às milhares de vítimas e sobreviventes do terremoto devastador. A assistência humanitária que chegou a partir do mundo inteiro, em seu conjunto, tem sido fundamental para salvar vidas, e também como um anúncio de esperanças em um processo de recuperação e reconstrução, para superar a vasta destruição causada pela catástrofe. Em particular, a Coalizão ressalta os valentes esforços de numerosos grupos e redes de diferentes setores da sociedade civil em distintos países, que têm compartilhado recurso e prestado sua assistência e sua solidariedade.
Para mais informações, contate a Coordenadora da Coalizão Internacional de Defensoras de Direitos Humanos, Mary Jane N. Real - e-mail: whrd@apwld.org
http://www.defendingwomen-defendingrights.org/ |
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