Notícias do UNIFEM Brasil e Cone Sul Ano I - Nº 10 – 05 de junho de 2009
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| UNIFEM coloca em discussão ação de parlamentares em gênero e segurança das mulheres em eventos na Argentina |
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Buenos Aires (Argentina) – Conceber as leis como direitos para mudar a vida das mulheres. Esse é o tema condutor do Simpósio Mulheres Parlamentares e Agenda de Gênero que acontecerá na próxima terça-feira (9/6), no Colégio Nacional de Buenos Aires, na capital argentina.
O encontro visa a evidenciar os compromissos das parlamentares em relação à agenda de gênero e a sua concretização por meio de projetos de leis e direitos em prol das mulheres. Candidatas ao Legislativo com potencial de vitória na próxima eleição – marcada para o final deste mês - também participarão do debate.
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Simpósio Mulheres Parlamentares e Agenda de Gênero estimula engajamento de parlamentares com agenda de gênero |
O simpósio é patrocinado pelo UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) Brasil e Cone Sul e organizado pelo CAM Córdoba (Centro de Ação das Mulheres), Associação Lola Mora e Indesa-Mulher, organizações feministas e de mulheres da Argentina.
Cidades seguras para tod@s
Rosario (Argentina) - De 10 a 12 de junho, Rosario sedia o seminário internacional “Espaços Públicos, Convivência Cidadã e Segurança”. Gestores, universidades e sociedade civil organizada vão conhecer os resultados e as experiências do Programa Regional Cidades sem Violência contra as Mulheres, Cidades Seguras para Tod@s, desenvolvido na Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador e Guatemala.
Além de sensibilizar o público para a importância das políticas públicas e urbanas na promoção de cidades seguras para as mulheres, o evento pretende fomentar a replicação das experiências em outros contextos. O seminário é promovido pelo UNIFEM, Rede Mulher e Habitat da América Latina e AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional de Desenvolvimento). |
| Mulheres brasileiras debatem segurança pública e construção da paz nas grandes cidades |
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por Nataly Queiroz
Recife (Brasil) - Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Belém e Canoas. Essas são as sete cidades brasileiras escolhidas para impulsionar a discussão de como as mulheres percebem a segurança pública no Brasil e quais os caminhos para a construção da paz nas grandes cidades. As propostas surgidas nos debates serão encaminhadas para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública que acontecerá em Brasília (Brasil), de 27 a 30 de agosto de 2009.
“Em cada cidade que passarmos, as mulheres estarão construindo propostas não apenas para a sua região, mas para todas as brasileiras. Os diálogos incentivam a participação e a troca de experiências, valorizando as mulheres enquanto agentes de transformação”, afirma a ministra Nilcéa Freire, da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) que capitaneia a iniciativa com o apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul, através do Programa Cidades Seguras, do UNFPA (Fundo das Populações das Nações Unidas) e do UNDOC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes).
O projeto “Mulheres: diálogos sobre segurança pública” pretende formular propostas para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública a partir do olhar das mulheres de diferentes segmentos sociais. Em cada região metropolitana, são convidadas 30 mulheres, acadêmicos e especialistas que tematizam a questão da violência sob diferentes enfoques. Nesta semana, a rodada de diálogos acontecerá nos dias 3 e 4 de junho em Salvador (Bahia). Norte e Sul encerram o circuito nacional: 6 e 7 de junho em Belém (Pará) e 13 e 14 de junho em Canoas (Rio Grande do Sul). |
| Brasil se mobiliza para a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial |
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Brasília (Brasil) - Negros, indígenas, ciganos, judeus, árabes e palestinos voltam a discutir a igualdade racial no Brasil com a II Conapir (Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial), que ocorrerá de 25 a 28 de junho, em Brasília (Brasil). Passados quatro anos da primeira conferência, os grupos etnicorraciais vão avaliar os rumos da política de igualdade racial adotada pelo governo brasileiro e os ajustes necessários para a superação do racismo no Brasil.
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A II Conapir coloca em debate nacional temas relacionados a saúde, educação, terra e habitação, trabalho e renda, segurança e justiça, e política internacional. As Nações Unidas estão incorporadas no processo através do Grupo de Trabalho de Gênero e Raça. |
Neste final de semana, dias 6 e 7 de junho, comunidades quilombolas e de terreiros, ciganos e povos indígenas vão participar da II Plenária Nacional de Comunidades Tradicionais. Na véspera da II Conapir, está programada a atividade “Diálogo com a ONU” para fomentar um debate acerca do trabalho desenvolvido pelas agências internacionais para a igualdade racial no Brasil.
A II Conapir terá a participação de 1.326 delegados. O processo de mobilização em estados e municípios já está na reta final através da conclusão do ciclo de conferências locais. A partir de agora os debates estão mais concentrados na da Conferência Virtual promovida pelo site www.conapir2009.com.br Essa área também será usada para transmissão em tempo real da II Conapir no período de 25 a 28 de junho de 2009. |
| ‘Progresso das Mulheres no Mundo’ é lançado no Paraguai durante a XXI REM |
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Assunção (Paraguai) – Já lançado em mais de 40 cidades do mundo, o relatório bianual do UNIFEM Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009 chegou a Assunção (Paraguai) na semana passada. O ato ocorreu durante a XXI REM (Reunião Especializada da Mulher do Mercosul) na presença da ministra da Mulher do Paraguai e presidenta pro tempore da REM, Gloria Rubin, ministras da Mulher e representantes dos países membros plenos do Mercosul, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e de delegações do Chile, México e Venezuela.
No relatório, que tematiza “Gênero e Responsabilização – Quem Responde às Mulheres?”, o Paraguai é citado como um dos países da América Latina com alto índice de mulheres filiadas em partidos políticos. Entretanto, essa presença não se traduz da mesma forma em cargos de direção nos partidos nem em mandatos nos parlamentos. De acordo com o relatório do UNIFEM, 46,5% dos membros dos partidos políticos são mulheres, mas somente 18,9% delas ocupam cargos de liderança partidária.

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“Quando as mulheres participam dos espaços de poder, há um impacto no empoderamento geral das mulheres, na troca do simbólico e do cultural. Entretanto, nossas sociedades continuam com muitas expressões do machismo”, disse Ana Falú em recente entrevista para a Rádio ONU. |
Júnia Puglia (UNIFEM) e Ministra Gloria Rubin ao centro da mesa
Na abertura da XXI REM, a ministra da Mulher do Paraguai e presidenta pro tempore da XXI REM, Gloria Rubin, fez votos para a inserção definitiva das mulheres nos espaços de decisão do Mercosul e para o trabalho de forma estruturada em favor dos direitos das mulheres no bloco econômico. O ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Don Héctor Lacognata, também participou da inauguração da XXI REM e fez uma saudação ao grupo.
Progresso das Mulheres no Mundo
Durante a exposição dos dados, a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia, destacou as dificuldades de obtenção da paridade entre mulheres e homens na política. E fez um alerta: “Mesmo países como a Argentina em que a representação feminina é expressiva, a problemática persiste. Há uma dificuldade de as mulheres se manterem no poder seja pela renovação dos mandatos ou pela entrada das mulheres na política”, apontou Júnia Puglia.
Para Line Bareiro, feminista reconhecida neste ano pelo Prêmio Peter Benenson da Anistia Internacional, o relatório do UNIFEM deve se tornar instrumento de consulta. “Esse é um documento inteligente. O UNIFEM demonstrou visão estratégica ao promover o comprometimento dos grandes líderes mundiais e nacionais com as mulheres. Fiquei encantada com a quantidade de dirigentes da América Latina com declarações no relatório”, considerou a feminista.
Line Bareiro avalia que o UNIFEM “se reposiciona com esses relatórios”, sobretudo o recém-lançado no Paraguai, e inova ao “enfocar o progresso das mulheres como expressão da progressividade dos direitos humanos e fortalecer a plataforma de Beijing”.
A XXI REM tratou de temas referentes à violência contra a mulher com ênfase a atenção as vítimas com deficiência e mulheres migrantes em situação de prisão. A REM se realiza a cada seis meses, desde 1998, no país que ocupa a presidência pro tempore da reunião. |
| Programa de emprego beneficia trabalhadoras domésticas e jovens paraguaios em situação de vulnerabilidade |
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Assunção (Paraguai) – Foi lançado ontem (4/6), em Assunção, o programa “Juventude: Capacidades e Oportunidades para a Inclusão Social”. Com duração de três anos, o programa se propõe a incrementar a geração de emprego para trabalhadoras domésticas, jovens urbanos empreendedores e rurais, participantes da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.
O anúncio do programa será feito pelo representante do Sistema das Nações Unidas no Paraguai, Lorenzo Jiménez de Luís; pelo embaixador da Espanha, Miguel Ángel Cortizo; pelo ministro de Justiça e Trabalho, Humberto Blasco; e pela ministra da Mulher, Gloria Rubin.

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O programa apresenta uma estratégia inédita por focar em grupos juvenis expostos à pobreza, discriminação e vulnerabilidade, assim como jovens com potencial de migração e trabalhadoras domésticas remuneradas. |
Sob a coordenação do Sistema das Nações Unidas, Fundo para Cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, governo paraguaio e Aecid (Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento), o programa será implementado pelo governo paraguaio em parceria com o UNIFEM Brasil e Cone Sul, OIT (Organização Internacional do Trabalho), UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). |
| Chile sedia seminário internacional sobre gênero e poder |
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com Rádio ONU
Santiago (Chile) - A maneira como as mulheres têm chegado ao poder e a forma como o poder é exercido pelas mulheres foram questões centrais abordadas no seminário “Gênero no Poder? O Chile de Michelle Bachelet”, encerrado na semana passada no Chile. Realizado pelo Observatório de Equidade de Gênero do Chile com apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul, o evento baseou-se na chegada da primeira mulher à presidência do Chile e estendeu a reflexão para Argentina, Alemanha e Espanha, país incluído em razão da Lei da Igualdade.
Para Paulina Cardoso, ex-ministra da Secretaria Geral de Governo, é importante não só ater-se aos números, mas verificar a qualidade com que o poder é exercido pelas mulheres. Rosa Bravo, especialista em economia e gênero com quase 30 anos de atuação na Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), lembrou que a autonomia econômica é fundamental, pois sem ela as mulheres continuarão a viver sob condições de dependência.

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Recentemente, o governo chileno remeteu ao Congresso Nacional projeto de lei para cotas para mulheres na política. |
Já Lorena Fríes, advogada feminista e candidata chilena ao Comitê da Cedaw (Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher), ressaltou o fato de analistas políticos começarem a falar da mulher como sujeito político a partir da eleição de Michelle Bachelet como presidenta do Chile. “Devemos ser mais exigentes, porque não se trata de democracia masculina. A democracia deve ser paritária”.
Igualdade e paridade
Recuperando o processo de construção da paridade na Espanha, Isabel Martinez relembrou a luta das mulheres socialistas para a inclusão de cotas no partido nos anos 1980 e a adoção desse modelo pelas outras siglas partidárias. “De 1995 a 1997, o Movimento de Mulheres Progressistas propôs um novo contrato social com compartilhamento do trabalho e da política entre homens e mulheres. Tratava-se de um projeto político”, disse a secretária geral de Estado de Políticas de Igualdade do Ministério da Igualdade do governo espanhol.
Martinez considera superado o debate de cotas. Ela afirma que a paridade é uma “questão da democracia, um princípio de equidade social e de igualdade”. Hoje a Espanha ocupa a quinta posição entre os países da União Europeia com mais mulheres no parlamento. No entanto, não significa que as mulheres passaram a ser tratadas igualmente aos homens. Para Isabel Martinez, o interesse pela vida privada das mulheres é superior ao exercício delas na gestão pública. “Uma vez superada a questão do acesso, devemos vencer a batalha pela igualdade e devemos seguir empoderando outras mulheres”, incentivou Isabel Martinez. |
| UNIFEM apoia campanha de combate às mudanças climáticas e concurso internacional de fotografias humanizadas |
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Brasília (Brasil) - Neste ano, as Nações Unidas propõem para a reflexão no Dia Mundial do Meio Ambiente – comemorado anualmentte em 5 de junho -, o tema “Seu planeta precisa de você! Unidos para combater as mudanças climáticas”. Com uma série de dicas que podem ser colocadas em prática todos os dias e em todos os lugares – em casa, na rua e no trabalho -, o folder "Faça algo todo dia" lista ações para o salvamento do planeta.
As ações da ONU deste 5 de junho (Dia Mundial do Meio Ambiente) estão concentradas no México. O país expressa o engajamento da América Latina e Caribe na luta contra as mudanças climáticas e na transição para uma sociedade de baixo carbono. O México é um dos países que mais contribuiu com a campanha 7 Bilhões de Árvores.
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A campanha também é feita pelo Twitter . Ao tornar-se seguidor@ da campanha, uma árvore será plantada por você.
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O registro do plantio de árvores é outra ação valorizada pela campanha. Cada país tem contabilizada a quantidade de árvores plantadas por qualquer pessoa. Se você, seus amigos ou colegas de trabalho já plantaram uma árvore, faça logo o registro no site da campanha Plantemos para o Planeta: Campanha 7 Bilhões de Árvores.
Imagens humanizadas
Como você vê o desenvolvimento? Como retratar a face humana do desenvolvimento? Como os programas e iniciativas de desenvolvimento melhoram a vida das pessoas? Essas são questões que impulsionam a campanha global "Humanizando o desenvolvimento" lançada nesta semana (1/6) pelo IPC-IG (Centro Internacional de Polícias para o Crescimento Inclusivo).

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Campanha receberá fotografias até 1º de outubro |
O objetivo é constituir um acervo fotográfico de pessoas vencendo a batalha contra a pobreza, a exclusão social e a marginalização. A iniciativa pretende alterar as imagens associadas ao desenvolvimento através de uma abordagem positiva e valorizativa das pessoas e dos grupos retratados.
Todos podem participar neste esforço global e contribuir com uma fotografia. Basta incluir a imagem no site da campanha http://www.ipc-undp.org/photo/ A foto deverá retratar uma das 14 áreas temáticas da campanha, relacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, tais como: luta contra a privação e a expansão do acesso à alimentação, água, saneamento, educação e serviços de saúde para os pobres e promovendo a liderança feminina e oportunidades iguais para o desenvolvimento de talentos. A campanha se encerra em 1º de outubro de 2009. | |
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