Notícias do UNIFEM Brasil e Cone Sul
Ano I - Nº 16 – 04 de setembro de 2009
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Fundações e ativistas do movimento negro discutem cooperação internacional e questão racial no Brasil
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Organizações internacionais e brasileiras discutiram na segunda-feira (31/8), no Rio de Janeiro, os rumos da cooperação internacional para o combate ao racismo e a promoção da igualdade racial no Brasil. O encontro foi organizado pela Fundação Ford, Avina e Kellogg e contou com a presença de Rebecca Reichmann Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher).
Apesar de estar próximo dos 50% da população brasileira, o contigente negro continua com larga desvantagem social e econômica. “Isso demanda envolvimento do poder público brasileiro, da sociedade e dos organismos internacionais para superação do racismo”, avalia Rebecca Reichmann Tavares. Leia mais
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Revista Claudia e UNIFEM defendem o fim do racismo
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Nelson Mandela, Elisa Lucinda, Barack Obama, Daiane dos Santos e Oprah Winfrey são alguns dos porta-vozes da campanha da revista Claudia “Pelo fim do racismo!”, lançada neste mês. Com seis páginas dedicadas aos depoimentos de negras e negros dos cenários político, cultural e acadêmico, a revista revela histórias de luta e superação do racismo.

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“Racismo é o fim. Por isso, Claudia faz, nesta edição, um manifesto pelo fim do racismo, a mais abominável forma de exclusão que ainda persiste no Brasil e no mundo”, explica Marcia Neder, em editorial da revista. |
Posicionada em relação aos grandes temas nacionais, a diretora de redação firma o compromisso. “Fomos os últimos a acabar com a escravidão, e o mito da democracia racial só fez atrasar a discussão sobre a igualdade. Tem muito trabalho pela frente. Mas não é tarde, não”, completa Marcia Neder.
Com imediata adesão à campanha “Pelo fim do racismo!”, Rebecca Reichmann Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, considera decisivo o engajamento da imprensa brasileira no debate sobre as relações raciais e no combate ao racismo.
“A revista Claudia está dando uma demonstração de como é importante os veículos de comunicação tomarem posição diante dos grandes temas nacionais. A cobertura jornalística equilibrada sobre as relações raciais no Brasil é fundamental para a desconstrução do racismo”, afirma Rebecca, que responderá as perguntas sobre racismo no site www.claudia.com.br/defende-causa
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Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU apoia mobilização de afrodescendentes para os censos de 2010
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A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, considera fundamental a inclusão da variável de raça e etnia nos censos de 2010 para as políticas de combate ao racismo. O posicionamento foi comunicado ao Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas – Censos 2010, na semana passada em Genebra, durante audiência de Pillay com representantes do movimento negro das Américas e do governo brasileiro.

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O encontro foi solicitado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), com apoio do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul. Saiba mais sobre o Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas – Censos 2010 |
Além do respaldo político, Pillay acionou a Unidade Antidiscriminação das Nações Unidas para dar suporte à mobilização da sociedade civil das Américas para os censos de 2010. O tema já deve ser incorporado em outubro, em Salvador, durante o seminário regional Dados Estatísticos, Políticas Públicas e Afrodescendentes organizado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU e pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Leia mais
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Jornalistas promovem encontro internacional sobre indicadores de raça e etnia e censos de 2010
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A cobertura da imprensa brasileira sobre a questão racial e a produção de dados sobre a população negra são assuntos do II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor e do Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010.
Os eventos acontecem nos dias 17 e 18 de setembro, em Porto Alegre, e reúnem jornalistas do Brasil, Colômbia, Equador, Espanha e Porto Rico, institutos de pesquisa, especialistas em indicadores socioeconômicos, governo brasileiro e Nações Unidas, por meio do UNIFEM, UNIC-Rio (Centro de Informação da ONU) e Grupo Temático de Gênero e Raça da ONU no Brasil.

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De acordo com as jornalistas Vera Daisy Barcellos e Jeanice Ramos, diretoras do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindijors (Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul), os eventos se propõem a fortalecer a rede de jornalistas e comunicadores engajados na luta contra o racismo e provocar um repensar sobre as diferenças raciais e étnicas, práticas de discriminação e racismo, identidade e auto-estima da população negra nas Américas.
Os eventos são gratuitos e as inscrições podem ser feitas até 15 de setembro pelo e-mail web@jornalistasrs.brte.com.br Leia mais |
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ONU lança prêmio mundial para melhores reportagens sobre temas sociais e humanitários
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Com Ascom UNFPA
O 14º Prêmio Anual para a Melhor Cobertura Jornalística recebe, até 21 de setembro, inscrições de jornalistas e veículos de comunicação de todo o mundo. Serão premiadas as melhores reportagens em meio impresso ou eletrônico sobre a ONU, mudanças climáticas, questões humanitárias relacionadas a gênero, raça, etnia, juventude, entre outros temas vinculados ao desenvolvimento humano.
São destinados US$ 10 mil para cada uma das cinco categorias do prêmio. As matérias serão avaliadas por seu impacto, perspicácia e originalidade. O anúncio dos vencedores deve ser feito em 4 de dezembro de 2009 pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, na Sede da ONU, em Nova York.
O concurso é promovido pela UNCA (Associação de Correspondentes das Nações Unidas). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail unca-awards@igc.org Saiba mais
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Argentinas discutem agenda de gênero e mandatos parlamentares
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Aconteceu nesta quinta-feira (3/9), em Buenos Aires, a segunda edição do Simpósio Mulheres Parlamentares e Agenda de Gênero. O evento foi inaugurado por
Júnia Puglia, vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, e Eleonor Faur, do UNFPA Argentina (Fundo de Populações das Nações Unidas).
“O empoderamento e a autonomia política das mulheres são prioridades do UNIFEM. As mulheres têm um jeito diferente de fazer política e uma habilidade que possibilita avanços, como ocorreu com a ratificação da Argentina à Convenção Cedaw e a aprovação da Lei de Proteção Integral às Mulheres para o fim da violência”, destacou Júnia Puglia durante a sua apresentação.
| Júnia Puglia (centro), vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, ressaltou atuação das parlamentares no Congresso argentino |

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A senadora Marita Perceval, presidente da Bancada da Mulher do Senado, e a deputada Juliana Di Tullio, presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados, fizeram um balanço da agenda de gênero e os mandatos das mulheres. Num momento de transição entre parlamentares recém-eleitas e da legislatura atual, o encontro analisou as conquistas e os compromissos pendentes em prol dos direitos das mulheres.
O Simpósio Mulheres Parlamentares e Agenda de Gênero reuniu mais de 100 participantes. Foi patrocinado pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul e organizado pelo CAM Córdoba (Centro de Ação das Mulheres), Associação Lola Mora e Indesa-Mulher, organizações feministas e de mulheres da Argentina.
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Trabalhadoras domésticas intensificam mobilização nas Américas para convenção internacional
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Com Agência Brasil
A criação de um instrumento internacional para a regulamentação do trabalho doméstico foi a principal discussão da Oficina Nacional das Trabalhadoras Domésticas: Construindo o Trabalho Decente, realizada entre os dias 21 e 23 de agosto, em Brasília. O encontro foi organizado pela Fenatrad, UNIFEM e OIT (Organização Internacional do Trabalho), com apoio da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial).
Apesar de se tratar de uma oficina nacional, o UNIFEM assegurou a participação de trabalhadoras da Bolívia, Guatemala e Paraguai em todo o processo de debate e reflexão para preenchimento de questionário com 63 pontos sobre a profissão. O documento foi encaminhado para a comissão organizadora da 99ª Conferência Internacional do Trabalho.

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“Se tivéssemos os sindicatos reconhecidos, a gente estaria direto em Brasília para pressionar os parlamentares a votarem os projetos que estão parados no Congresso por falta de vontade política”, disse Creuza Oliveira, presidente da Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas). |
A guatemalteca Maria Olimpia apontou que em seu país não há uma legislação que garanta os direitos da categoria e regulamente a profissão. As trabalhadoras domésticas, segundo ela, não têm direito ao descanso semanal remunerado, por exemplo, e a exploração sexual e do trabalho infantil são frequentes.
| “Nós trabalhamos de domingo a domingo, não há horário de descanso”, disse Olimpia. Ela acrescentou que atualmente as domésticas da Guatemala contam com alguns benefícios acordados com o presidente Álvaro Colom, como o pagamento de um seguro social para desempregadas e vítimas de acidente de trabalho. |

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No Paraguai, a situação não é muito diferente. As paraguaias começaram a se organizar profissionalmente há um ano e uma das maiores dificuldades é a ausência de um contrato formal, disse a doméstica Bernardina Gaete, representante do país no encontro realizado em Brasília. Leia mais
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Colóquio internacional sobre ensino da história e cultura da África e da diáspora recebe inscrições até 10/9
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Terminam no dia 10 de setembro as inscrições para o Colóquio Internacional: O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora, que acontece de 9 a 13 de novembro, em Brasília. O encontro deve reunir cerca de 150 pessoas, entre educadores, pedagogos, antropólogos, cineastas, linguistas, literatos, sociólogos, pesquisadores em tradição oral e especialistas em história africana e da diáspora.
Interessados em apresentar trabalhos e experiências didáticas devem submeter a produção para seleção prévia através do e-mail diaspora.africa@gmail.com O evento terá conferências, mesas-redondas, apresentação de artigos e de pôsteres de experiências.
O colóquio resulta de parceria entre Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Centro de Artes e Civilização Negras e Africanas, Grupo Panafricano de Pesquisa, Política e Estratégia, Fundação Cultural Palmares, Ministério da Educação, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura, Turismo e Orientação Nacional do Governo da Nigéria, Embaixada da Nigéria no Brasil, Universidade de Brasília e UNIFEM. Leia mais
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Concurso premia estudantes do ensino médio e universitários com R$ 160 mil pela produção de redações e artigos sobre gênero
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Estão abertas, até 20 de novembro, as inscrições para o 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, concurso nacional de redações e artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. A premiação revela o pensamento de adolescentes, jovens e adultos sobre os grandes temas sociais do Brasil e os novos talentos do ensino médio e universidades.
A grande novidade desta edição é a diversificação das modalidades de participação universitária e a criação da categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”. O concurso é organizado pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Ministério da Educação e UNIFEM.

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Escolas públicas e privadas poderão concorrer com projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia, sexualidade, geração e classe social.
A nova categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” valoriza o trabalho da comunidade escolar no debate sobre a realidade social brasileira e as boas práticas na promoção da igualdade de gênero. Para essa categoria, é aportado o valor total de R$ 50 mil. O concurso vai premiar uma escola por região.
Saiba mais sobre o concurso e as premiações para estudantes do ensino médio e universitários |
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Fundo para a Igualdade de Gênero abre seleção mundial de projetos em 15/9
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A primeira seleção mundial de projetos para empoderamento econômico e político das mulheres com aporte do Fundo para a Igualdade de Gênero acontecerá de 15 a 30 de setembro. O processo de candidatura será totalmente on line e conduzido pelo UNIFEM global, sediado em Nova York.
Formulários e instruções de preenchimento estarão disponíveis no site www.unifem.org somente no período de 15 a 30 de setembro. Serão validadas propostas de projetos enviadas nos idiomas Espanhol, Inglês, Francês, Árabe e Russo. A estimativa é que sejam escolhidas no máximo 30 propostas inovadoras para empoderamento econômico e político das mulheres em níveis local e nacional. Leia mais
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