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NOTÍCIAS DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL Ano I – Nº. 21 – 24 de novembro de 2009
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| Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas pelo Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher |
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Passados dez anos desde que a Assembléia Geral designou o 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o círculo de engajamento tem se ampliado. Mais grupos e indivíduos, incluindo homens e meninos, têm se envolvido no esforço para prevenir e combater esta hedionda violação dos direitos humanos das mulheres. Avanços significativos foram feitos, também, ao nível nacional, pois inúmeros países têm adotado leis e planos de ação abrangentes.
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Campanha regional será lançada amanhã (25/11), na Guatemala
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Contudo, muito trabalho ainda precisa ser feito. Em cada país, mulheres e meninas continuam a ser atingidas pela violência, o que causa imenso sofrimento. Tal violência mina o desenvolvimento, gerando instabilidade e tornando a paz ainda mais difícil de ser alcançada. Devemos demandar responsabilizações por tais violações e dar passos concretos para acabar com a impunidade. Devemos, também, ouvir e apoiar as vítimas.
Nossa meta é clara: o fim destes crimes imperdoáveis – seja o uso do estupro como arma de guerra, a violência doméstica, o tráfico para fins de exploração sexual, os chamados “crimes de honra” ou a mutilação genital feminina. Devemos combater as raízes da violência, erradicando a discriminação e mudando as mentalidades que a perpetuam. Clique aqui para ler a íntegra da mensagem de Ban Ki-moon.
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| Inicia produção reportagens sobre censos 2010 e trabalho doméstico na América Latina e Caribe |
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O retrato da população afrodescendente e do trabalho doméstico da América Latina e Caribe é o mote da série de reportagens de televisão a serem produzidas pelo Canal Integración - veículo da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) -, em parceria com o UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), sociedade civil e organismos de políticas de igualdade racial e para as mulheres.
As reportagens estão sendo produzidas em sete países da América Latina e Caribe: Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Panamá e Guatemala. Com transmissão das reportagens nos telejornais do Canal Integración e emissoras associadas, no final de dezembro 2009 até início de fevereiro 2010, o conteúdo poderá ser veiculado em Português e Espanhol em mais de 10 países.
Acompanhe no blog Afrocensos 2010 o diário da reportagem da repórter Mariana Abreu, do Canal Integración. Os posts vão revelar as impressões sobre Uruguai (24 e 25/11), Equador (3 e 4/12) e Panamá (6 e 7/12)
Proposta durante o Seminário Internacional de Dados Desagregados por Raça e Etnia da População Afrodescendente das Américas, realizado no final de junho, em Brasília, a aliança entre UNIFEM e Canal Integración objetiva gerar conteúdos e informações sobre a realidade da população negra no contexto da Ronda dos Censos de 2010.
“Informar a população e apresentar as condições de vida de homens e mulheres negras, a resistência ao longo dos tempos dos afrodescendentes e a realidade das políticas públicas é fundamental no período de recenseamento da população”, afirma Maria Inês Barbosa, coordenadora do Programa de Incorporação das Dimensões de Gênero, Racial e Pobreza nos Programas de Combate ao Racismo no Brasil, Bolívia, Paraguai e Guatemala. Saiba mais sobre a cobertura
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| ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil |
Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, lançada na semana passada, no Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.
Durante a cerimônia, as agências da ONU apresentaram um panorama da realidade de cada população – estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas -, e apresentaram os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha. Os filmes estarão disponíveis para veiculação em emissoras de televisão de todo o país a partir do dia 16 de novembro. Além disso, os vídeos receberam versões legendadas em inglês e espanhol, para possibilitar a disseminação internacional.
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Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, os filmes apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.
Respeito aos direitos
A campanha surge como uma iniciativa contra as violações de direitos humanos e desigualdades, especialmente nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança e convivência. Trata-se de uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.
A campanha tem assinatura do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil). Pela sociedade civil, participam as seguintes redes: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.
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| Seminário destaca experiências ibero-americanas de políticas de igualdade racial com perspectiva de gênero |
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por Valdice Gomes / Cojira-Alagoas
Conhecer, debater e disseminar as ações governamentais destinadas à promoção da igualdade étnico-racial com perspectiva de gênero nos diferente países da comunidade Ibero-americana. Esse é o principal objetivo do Seminário Experiências Ibero-americanas de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Étnico Racial com Perspectiva de Gênero, promovido pela SEGIB (Secretaria Geral Ibero-americana) IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada), SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas Púbicas de Promoção da Igualdade Racial) e pelo governo do Estado da Bahia.
A abertura contou com as presenças do secretário geral da Secretaria Geral Iberoamericana (Segib), Henrique Iglesias, do governador da Bahia, Jacques Wagner e do subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas, Martvs Chagas, da embaixadora Maria Edleuza Fontenele Reis, chefe do Departamento da europa do Ministério das Relações Exteriores, além diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea, Mário Lisba Teodoro e da representnte do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Rebecca Reichmman Tavares.
De acordo com Rebecca, o UNIFEM trabalha entre as dimensões de raça, gênero e etnia, destacando que as mulheres negras e indígenas vivem em estado de extrema vulnerabilidade. Já Henrique Iglesias disse que é importante avançar na igualdade racial com perspectiva de gênero, sendo necessário um esforço maior das autoridades governamentais na implementação de políticas públicas nesse sentido. Afirmando que a população negra da América Latina se encontra entre as mais desfavorecidas, ele defendeu a necessidade de uma sociedade mais justa e mais equitativa para todos os habitantes das Américas.
Epsy Campbell destacou que os dados do Censo são essenciais para a elaboração de políticas públicas e finalizou dizendo que é necessário promover o observatório das políticas públicas de promoção da igualdade racial e incorporar nas políticas de igualdade de gênero à perspectiva étnicorracial. Saiba mais
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| Prorrogadas as inscrições para o 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero |
As inscrições para o 5º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero foram prorrogadas para o dia 11 de dezembro. O prêmio é um concurso nacional de redações e artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. A premiação revela o pensamento de adolescentes, jovens e adultos sobre os grandes temas sociais do Brasil e os novos talentos do ensino médio e universidades.
O concurso é organizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Educação (MEC) e UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher).
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A novidade desta edição é a diversificação das modalidades de participação universitária e a criação da categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”, na qual escolas públicas e privadas poderão concorrer com projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia, sexualidade, geração e classe social. A nova categoria valoriza o trabalho da comunidade escolar no debate sobre a realidade social brasileira e as boas práticas na promoção da igualdade de gênero. Para essa categoria, é aportado o valor total de R$ 50 mil. O concurso vai premiar uma escola por região. Leia mais
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| Lançada edição 2009 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres |
As bancadas femininas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República e a Organização Não-Governamental Agende Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento – AGENDE lançaram, na tarde desta quarta-feira (18), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a edição 2009 da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Este ano, o tema da mobilização nacional é focado nas chamadas violências “sutis”, ou seja, atos de violência moral, psicológica e de controle econômico e de sociabilidade, entre outros, considerados “normais” ou “naturais” por estarem arraigados nas relações de gênero e porque, muitas vezes, não são direta ou claramente percebidos como violência pela sociedade e pelas próprias mulheres vitimadas.
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Com o slogan “Uma vida sem violência é um direito das mulheres. Comprometa-se. Tome uma atitude. Exija seus direitos”, a Campanha 16 Dias de Ativismo é promovida em todo o País – entre os dias 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra) e 10 de dezembro – e em mais 158 países, no período de 25 de novembro a 10 de dezembro.
Durante a cerimônia de lançamento oficial da Campanha, a diretora-executiva da AGENDE, Marlene Libardoni, destacou que a violência sofrida pelas mulheres – seja ela “sutil” ou direta – resulta em danos inestimáveis às mulheres vitimadas: “A dor não é apenas pela violência ao corpo, pela dor física. É uma dor de alma, de espírito, de dignidade pelos constrangimentos causados pelo agressor”.
Para Júnia Puglia, vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), a violência contra as mulheres não deve ser tratada como “assunto de mulher”. No lançamento da Campanha, ela destacou que mobilizações dessa natureza “vão se somando e, para da conta da demanda, é preciso agir de forma eqüitativa, com desejo de justiça e o ímpeto verdadeiro de superação da violência”.
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Consciência Negra
O início da Campanha no Brasil é marcado pelo Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, e segue até 10 de dezembro, com destaque para mais quatro datas-marco: 25 de Novembro (início da Campanha Mundial) – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres; 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a Aids; 6 de dezembro – Dia Nacional de Luta dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres / Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá) / Campanha do Laço Branco; 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.
A mobilização, no Brasil, começa no Dia Nacional da Consciência Negra como forma de destacar a dupla discriminação por que passam as mulheres negras brasileiras. Para lembrar a data, a deputada Janete Pietá (PT-SP) organizou, ao final do lançamento da Campanha 16 dias de Ativismo, em nome da bancada feminina no Congresso Nacional, ato político e cultural com mulheres negras de Brasília. Coordenaram a manifestação, as Ialorixás Mãe Marinalva dos Santos, presidente da Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé, e Mãe Daiana, diretora da Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé.
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