NOTÍCIAS DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL
Ano II – Nº. 26 – 15 de abril de 2010
UNIFEM e Espanha firmam aliança estratégica de três anos para promover a igualdade de gênero no mundo


O governo da Espanha e o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) assinaram ontem (14/4) um acordo de aliança estratégia por três anos de quase 100 milhões de euros (€99.500.000) para promover a igualdade entre homens e mulheres em nível mundial. O acordo foi firmado no Congresso de Deputados pelo ministro das Relações Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e pela diretora executiva do UNIFEM, Inés Alberdi. Na cerimônia de assinatura esteve presente a ministra da Igualdade da Espanha, Bibiana Aído.

“A igualdade de gênero é uma prioridade para o governo da Espanha. O UNIFEM é um aliado estratégico no terreno para avaliar os progressos alcançados e promover mudanças que melhorem a vida de milhões de mulheres em todo o mundo”, disse o ministro Moratinos. Este importante compromisso do governo da Espanha com o UNIFEM pretende fortalecer o papel estratégico e as capacidades do UNIFEM para apoiar os países e o Sistema das Nações Unidas na incorporação dos objetivos de igualdade, em especial na luta contra a pobreza, a governança democrática, a violência de gênero e a construção da paz.




Ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, ministra da Igualdade, Bibiana Aido, e diretora executiva do UNIFEM, Inés Alberdi, durante assinatura de acordo de aliança estratégia ocorria ontem (14/4), em Madri. Governo espanhol vai aportar quase 100 milhões de euros para a igualdade de gênero no mundo



“O apoio da Espanha ao UNIFEM é fundamental para impulsionar nosso trabalho em favor do respeito aos direitos das mulheres”, disse Inés Alberdi. “Este acordo nos permitirá fomentar o bem-estar e a participação de muitas mulheres em todo o mundo e ajudará com que tomem consciência dos seus direitos”, completou a diretora executiva do UNIFEM.

Os recursos servirão para fomentar programas nos países em desenvolvimento e aumentar o bem-estar social e econômico das mulheres, fortalecer sua segurança e direitos econômicos, promover a sua participação em condições de igualdade nos processos de construção da paz e da democracia mediante a promoção de lideranças femininas, reduzir a violência contra as mulheres e fomentar a justiça de gênero. Saiba mais


Começa hoje (15/4), em Brasília, debate sobre trabalho doméstico e participação dos países da América Latina na 99ª Conferência Internacional do Trabalho

Estabelecer um espaço de discussão tripartite sobre o tema do trabalho doméstico e informar representantes de empregadores/as, de trabalhadores/as e do governo sobre o processo de discussão que ocorrerá na Conferência Internacional do Trabalho de 2010 e que poderá resultar na adoção de um instrumento internacional de proteção às/aos trabalhadoras/es domésticas/os.

Este é o principal objetivo da Oficina Nacional Tripartite sobre Trabalho Doméstico, que começa hoje (15/4), às 18h30. O evento segue até amanhã (16/4) numa promoção do Escritório da OIT - Organização Internacional do Trabalho no Brasil, com apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), da SPM - Secretaria de Políticas para as Mulheres e SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.



No dia 17 abril, o UNIFEM promoverá, com apoio do Escritório da OIT no Brasil, da SPM e da SEPPIR, o Seminário Regional das Trabalhadoras Domésticas, reunindo representantes das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai. Este evento objetiva promover um espaço de fortalecimento da articulação das trabalhadoras domésticas destes países, para a promoção do reconhecimento de seus direitos e para definição de estratégias de participação no processo de discussão sobre trabalho doméstico durante a Conferência Internacional do Trabalho de 2010. Os dois eventos ocorrerão no Nobile Lakeside Hotel -Setor SHTN Trecho 01 Conjunto 02 Bloco H, Projeto Orla 03 - Lago Norte - Brasília - DF

Trabalho decente
O relatório da OIT intitulado Trabalho Decente para os trabalhadores domésticos revela que as/os trabalhadoras/es domésticas/os representam uma proporção importante da força de trabalho dos países em desenvolvimento, representando um contingente de 4 a 10% do total de pessoas empregadas nesses países. Nos 18 países analisados, as mulheres são a maioria dessa categoria de trabalhadores (entre 74,2 a 94,1% do total). Além disso, uma das mudanças mais notáveis que se têm observado nos últimos trinta anos é a crescente participação de trabalhadores/as domésticos migrantes, sendo a sua grande maioria formada por mulheres, e sem o devido reconhecimento formal, necessário ao exercício do direito ao trabalho. Leia mais

Sheron Menezes e Big Richard são apresentadores de documentários sobre afrodescendentes nos censos de 2010 e a realidade das trabalhadoras domésticas da América Latina

A atriz Sheron Menezes e o apresentador Big Richard gravaram na segunda-feira passada (12/4), nos estúdios da Tv Brasil, em Brasília, a apresentação dos documentários “As Américas têm cor: afrodescendentes no século XXI” e “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”. Composto de matérias que retratam a realidade da população negra do Brasil, Equador, Panamá e Uruguai, o primeiro documentário revela a expectativa dos afrodescendentes em torno do levantamento de dados referentes à raça e etnia nos censos nacionais. Já o segundo documento aborda a realidade das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai e a mobilização da categoria para a 99ª Conferência Internacional do Trabalho.

As reportagens foram produzidas nos meses de novembro e dezembro de 2009 - numa parceria entre UNIFEM Brasil e Cone Sul, Grupo de Afrodescendentes nos Censos das Américas e TV Brasil/Canal Integración -, e exibidas ao longo do mês de janeiro de 2010, para as emissoras parceiras da TV Brasil/Canal Integración da Ibero-América e para 14 países da América Latina. No Brasil, a série foi exibida na TV Brasil, NBr, TV Senado, TV Câmara, Canal Futura, entre outras emissoras. No rol de parceiros, o projeto conta ainda com o apoio das marcas Vide Bula e Camisaria Colombo no figurino utilizado pelos apresentadores no documentário.



Apresentador Big Richard, presidenta da EBC, Tereza Cruvinel e atriz Sheron Menezes entre equipe da TV Brasil/Canal Integración, IPEA e UNIFEM. Parceria é resultado do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia no Combate à Pobreza no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

Adesão voluntária ao projeto
A dupla de apresentadores negros aderiu voluntariamente ao projeto de apresentação do documentário por compreender se este um momento decisivo para informar as populações negras das Américas sobre a rodada do censo de 2010-2012 e a importância de afirmação da identidade negra. Sheron Menezes – é uma das atrizes negras em carreira ascendente na Rede Globo, participa desta edição da Dança dos Famosos do Domingão do Faustão e recentemente atuou na novela Caras e Bocas, com a personagem Milena -, foi sensibilizada a apresentar o documentário por sua mãe, a escritora Vera Linda Menezes.

Apresentador do programa Para Todos da TV Brasil, Big Richard é bastante atuante no cenário cultural e artístico devido ao seu engajamento com a questão racial e valorização da cultura negra. Foi colaborador da Revista Raça Brasil e apresentou, nos idos do ano 2000, um quadro no programa Fantástico da Rede Globo sobre a periferia e o movimento hip hop. Um dos rostos negros da TV Brasil, Big Richard tem estabelecido a ponte entre a efervescência cultural negra no Brasil e em países africanos. Recentemente, produziu uma série de reportagens sobre o país africano Guiné Bissau.

Após a edição dos documentários, o material será novamente exibido para a rede de emissoras parceiras da TV Brasil na Ibero-América e nos 14 países americanos. No Brasil, o UNIFEM Brasil e Cone Sul vai distribuir os documentários para os pontos de cultura afro, de gênero e de audiovisual instalados em todos os estados, resultado de parceria com o Ministério da Cultura. A rede de distribuição prevê ainda envio de DVDs para tevês educativas, culturais, universitárias e comunitárias de todo o Brasil, além de organismos de igualdade racial e de política para as mulheres. Os documentários terão legendas em Espanhol e Inglês para ampliar a exibição e o consumo dos conteúdos por diferentes públicos.


Termina hoje (15/4), em Brasília, III Fórum de Mulheres IBAS - Índia, Brasil e África do Sul


Com SPM

Temas como violência contra as mulheres e conseqüências do impacto da crise mundial na vida das mulheres do Brasil, Índia e África do Sul estão em discussão no III Fórum de Mulheres IBAS (Índia, Brasil e África do Sul). O evento se encerra hoje (15/4), às 17h45, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, durante conferência de imprensa. Na ocasião, será lançado o livro “Fórum de Mulheres do IBAS - Pensando uma Estrutura Macroeconômica Inclusiva: uma Abordagem Feminista Sul/Sul” resultado do último Fórum, que aconteceu em Nova Déli, na Índia, em 2008.

Liderado pelas ministras Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, Krishna Tirath, do Estado da Mulher e do Desenvolvimento da Criança da Índia, Nolunthando Mayende-Sibiya, da Mulher, Juventude, Crianças e Pessoas com Deficiência da África do Sul, o encontro concentra debates a respeito das semelhanças e diferenças do impacto e consequências da crise financeira mundial na vida das mulheres e da violência contra as mulheres nos três países. A coordenadora do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia das Nações Unidas, Angela Fontes, participa do evento como observadora.

O Fórum de Diálogos IBAS foi criado em 2003, na V Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, e tem por objetivo a aproximação de posições dos três países em instâncias multilaterais, o desenvolvimento da cooperação comercial, científica e cultural no âmbito Sul-Sul e a democratização de esferas de tomada de decisão internacional. Dentro desse fórum maior são realizados grupos de trabalho que tratam de diferentes assuntos, entre os quais o de mulheres, que foi criado em 2006 e teve sua primeira reunião em 2007 na África do Sul.


Segue até 19/4 prazo de recebimento de propostas para concurso nacional de criação de sites para divulgação da Lei Maria da Penha entre jovens e operadores de Direito

O UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Cidades Seguras, e o Instituto Avon recebem até o próximo dia 19 de abril propostas para o concurso nacional “Educação para os direitos das mulheres: disseminação do conhecimento e uso da Lei No. 11.340/2006 – Lei Maria da Penha”. Serão selecionadas duas propostas para criação de dois sites para divulgação da Lei Maria da Penha: um voltado para jovens e outro para operadores/as de direito. As propostas deverão ser encaminhadas para o e-mail livia.pinheiro@unifem.org Para os dois chamados, serão selecionadas as melhores propostas em relação ao conteúdo técnico, custo e condições de execução dos produtos. O financiamento terá duração máxima de 12 meses. O concurso colabora para a divulgação dos direitos das mulheres e as diversas formas de violação desses direitos; a realidade da violência doméstica e familiar contra as mulheres no país: seu ciclo, causas, consequências, instrumentos e mecanismos disponíveis para prevenir e responder às diferentes formas e manifestações da violência, com destaque para a Lei Maria da Penha.

Conforme o edital, as plataformas digitais multimídias devem incorporar a produção e a distribuição de publicações, ajustadas aos perfis dos dois públicos do projeto. Clique aqui para baixar o edital.

UNIFEM visita sede do Fundo Elas no Rio de Janeiro

Do Fundo Elas

A representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares, e a coordenadora de Programa Júnia Puglia visitaram no mês de março a sede do Fundo ELAS, no Rio de Janeiro.




Equipe do Fundo Elas recebe Rebecca Tavares e Júnia Puglia, do UNIFEM Brasil e Cone Sul

Na pauta do encontro, estiveram ações que estão em andamento desenvolvidas em parceria entre as duas organizações, como o Prêmio Doar para Transformar e o Projeto “Direitos Humanos e Cidadania das Mulheres Jovens”, este realizado por três Fundos pertencentes ao ConMujeres (Consórcio de Fundos de Mulheres da America Latina e do Caribe). Rebecca também falou à equipe do ELAS sobre a reestruturação e as mudanças que serão implementadas no UNIFEM pelas Nações Unidas.

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