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NOTÍCIAS DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL
Ano II – Nº. 27 – 30 de abril de 2010
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| Brasil lança campanha em favor dos direitos das trabalhadoras domésticas |
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A valorização e o respeito das trabalhadoras domésticas é o mote principal da nova campanha de rádio lançada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e pela Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas), com apoio das Secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM) e de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir).
Foram produzidos três spots de rádio com depoimentos da presidente da FENATRAD, de um empregador e de uma trabalhadora doméstica. O seu conteúdo pode ser reproduzido em rádios comerciais, comunitárias, de empresas e de outras instituições.
Apesar do reconhecimento oficial como ocupação e dos direitos assegurados em lei, o trabalho doméstico é um trabalho pouco regulamentado e cujas características se afastam da noção de trabalho decente: um trabalho adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança e que assegure uma vida digna a trabalhadores, trabalhadoras e suas famílias.
No Brasil, o trabalho doméstico é a ocupação que agrega o maior número de mulheres, segundo os últimos dados disponibilizados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, em 2008. A categoria das trabalhadoras domésticas representava 15,8% do total da ocupação feminina, o que correspondia, em termos numéricos, a 6,2 milhões de mulheres. O maior contingente era o das mulheres negras: as domésticas eram 20,1% das mulheres negras ocupadas. Para o conjunto formado por mulheres brancas, amarelas e indígenas, o trabalho doméstico correspondia a cerca de 12,0% do total da sua ocupação. Saiba mais sobre a realidade do trabalho doméstico no Brasil e ouça aqui a entrevista da gerente de Programa do UNIFEM Ana Carolina Querino para a Rádio ONU Português.
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| Prêmio Doar para Transformar encerra as inscrições no dia 10 de maio |
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O Prêmio Doar para Transformar é uma realização do ELAS Fundo de Investimento Social com o apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul. O objetivo principal do prêmio é destacar ações de pessoas físicas e jurídicas dirigidas às doações e ao investimento social no protagonismo e nos direitos humanos das mulheres. São quatro modalidades de participação: melhor reportagem, pessoa física, pessoa jurídica e fundação ou institutos.
Para a representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares, “é preciso sinalizar às empresas o potencial de retorno do investimento quando optam por trabalhar com as mulheres numa proposta de filantropia estratégica. É preciso ganhar mentes e corações dos funcionários das empresas para que se sintam orgulhosos em trabalhar em empresas que participam da promoção e construção da igualdade social entre mulheres e homens”.
As mulheres são as principais agentes de transformação da sociedade. Quando se investe nelas, a vida das pessoas a sua volta sofre modificações, gerando resultados em famílias, comunidades, cidades, estados e em todo o Brasil.
A premiação também tem como meta criar uma nova cultura de doações no Brasil direcionada à mudança social através do investimento em meninas, jovens e mulheres. Saiba mais sobre a premiação.
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| Mulheres agredidas terão prioridade para cirurgia plástica no RS |
Da Agência Brasil
Mulheres vítimas de violência doméstica terão prioridade para fazer cirurgia estética reparadora em hospitais da rede pública de saúde no Rio Grande do Sul. De acordo com a lei aprovada pela Assembléia Legislativa, os danos físicos e estéticos são caracterizados quando a mulher apresentar, em decorrência da agressão, qualquer deformidade ou deficiência em relação aos parâmetros reconhecidos pela comunidade médica.
Comprovada a agressão, a mulher será inscrita em um cadastro único, mantido pela Secretaria de Saúde. As cirurgias serão marcadas de acordo com a ordem do cadastro, exceto nos casos de urgência que necessitem de intervenção imediata.
A coordenadora de programa do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Júnia Puglia, considera a lei um grande avanço no auxílio às mulheres vítimas de agressão. Segundo ela, a decisão deveria ser estendida a todos os estados. “Esta lei pode possibilitar uma mudança no atendimento às mulheres, principalmente as que sofrem seqüelas. Oferecer à mulher agredida a oportunidade de ter uma reabilitação físico-estética é um passo muito importante na recuperação de sua auto-estima”, explica. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.
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| Seguem abertas, até 15 de maio, inscrições para o curso Economia e Gênero para economistas |
Incluir a temática de gênero nos estudos macroeconômicos e desvendar a leitura de dados e indicadores sobre a realidade de homens e mulheres. Esse é um dos objetivos do curso regional intensivo em Economia e Gênero, promovido pelo GEM-LAC – Grupo de Trabalho em Economia e Gênero da América Latina. O curso é dirigido para economistas e acontecerá de 26 de julho a 3 de agosto de 2010, em Buenos Aires, no Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social. A turma será composta por 30 pessoas.
Podem inscrever-se economistas, preferencialmente com pós-graduação, experiência e interesse na temática de gênero, dedicação a pesquisas acadêmicas, atuação na gestão pública ou em organizações da sociedade civil. A inscrição deve ser feita através de formulário on line. As pessoas inscritas poderão solicitar bolsa de estudo, financiada pelo UNIFEM, Instraw, PNUD e Fundación Heinrich Böell. O Programa Regional Orçamentos Sensíveis ao Gênero desenvolvido pelo UNIFEM vai financiar a participação de economistas vinculados às organizações parceiras. Clique aqui para fazer a sua inscrição.
O conteúdo do curso estabelece sete módulos de conteúdos presenciais, tais como introdução ao feminismo e estudos de gênero; teoria econômica relevante para análise de gênero e fenômenos econômicos na América Latina; gênero e trabalho; macroeconomia e análise de gênero; políticas econômicas e interação com as políticas de gênero; gênero, pobreza e desigualdades; e espaço para a economia feminista. Informações no site do GEM-LAC ou pelo e-mail gemlac@ciepp.org.ar
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| Prorrogada divulgação: concurso de ensaios anunciará, em maio, resultado final |
Será divulgado em meados do mês de maio, no site do UNIFEM Brasil e Cone Sul, o resultado final do concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta das mulheres contra o racismo na América Latina e Caribe”. Neste momento, os textos estão sendo analisados por um comitê interinstitucional de avaliação, composto por especialistas em gênero e raça da SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres), IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e UNIFEM.
Os textos vencedores receberão premiação em dinheiro (primeiro lugar US$ 2.300, segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000) e publicação dos textos no Cadernos de Diálogos, editado pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul. Durante os quatro meses de abertura, o concurso recebeu 20 ensaios de pesquisas sobre mulheres e combate ao racismo.
A iniciativa é uma das estratégias do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia de incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América Latina e Caribe. O concurso também é uma forma de divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol, partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas.
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| Começa em 27/5 III Fórum da Aliança para as Civilizações das Nações Unidas, no Rio de Janeiro |
Do UNIC Rio
Mais de dois mil participantes, incluindo líderes políticos e empresariais, ativistas da sociedade civil, grupos de jovens, comunidades religiosas, centros de pesquisa, fundações e jornalistas, se encontrarão no Rio de Janeiro, no final de maio, para discutir ações conjuntas para melhorar as relações entre as culturas, combater preconceitos e construir uma paz duradoura.
Entre os participantes confirmados estão o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio, Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações. A diversidade da cidade do Rio de Janeiro fornecerá o cenário ideal para a realização desse trabalho, que abordará um dos mais complexos desafios que as sociedades enfrentam hoje.
Mais do que nunca, nosso mundo é moldado por uma intensa interação entre as diversas comunidades culturais, religiosas e linguísticas. Essa diversidade é uma fonte preciosa de enriquecimento e de oportunidades. Mas também pode levar a tensões, incompreensões e hostilidade. Por esse motivo, construir relações pacíficas entre as diferentes culturas tornou-se um dos mais importantes desafios contemporâneos das sociedades contemporâneas. Leia mais
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| Seleções de consultorias, editais e cursos abertos – UNIFEM Brasil e Cone Sul |
Consultoria para o Programa Brasil Quilombola - candidaturas até 3 de maio de 2010
Seleção de empresa para aprimoramento de website de campanha de incentivo à participação das mulheres nos espaços de poder – candidaturas até 4 de maio de 2010
Organização da sociedade civil para apoio a projeto de formação de Promotoras Legais Populares para o Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza – candidaturas até 17 de maio de 2010
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